Trump confirma convite a Lula para o Conselho da Paz e o elogia

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Trump confirma convite a Lula para ‘Conselho da Paz’ e elogia: ‘Gosto dele’

Presidente americano disse que entidade tem potencial para substituir a ONU, que “não tem sido muito útil” na resolução de conflitos.

Em uma coletiva realizada na Casa Branca, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que convidou o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para integrar o Conselho da Paz, criado pela gestão dele para acompanhar a situação na Faixa de Gaza. Segundo o mandatário, a nova instituição terá um “grande papel” na condução das negociações, ainda que não haja confirmação sobre a aceitação de Lula.

No dia a dia, o órgão é apresentado como uma entidade internacional de transição para Gaza, com apoio inicial da ONU no âmbito de um plano de paz capitaneado pelos EUA. Ainda assim, esse projeto tem gerado apreensão entre analistas e governos, à medida que surgem detalhes sobre sua atuação, credenciais e papel.

Entre os convidados para compor o conselho, aparecem nomes de peso que animam leitores curiosos por bastidores da política internacional. Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico, é citado ao lado de Javier Milei, presidente da Argentina, e Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria. A lista, porém, ainda não é definitiva e nem há garantia de inclusão de Lula.

  • Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico
  • Javier Milei, presidente da Argentina
  • Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria

De acordo com autoridades americanas, não existe uma exigência formal para a participação de Lula no Conselho da Paz. Além disso, para quem pretende manter o status de membro permanente — em vez de ocupar o posto por apenas alguns anos — haveria uma taxa de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões). O recurso, segundo análises oficiais, serviria para financiar a reconstrução de Gaza, segundo as informações obtidas por veículos de imprensa.

O projeto prevê que o conselho seja presidido por Trump de forma vitalícia, mesmo que ele deixe a Presidência, com possibilidade de ampliação futura para tratar de novos conflitos, conforme documentos que acompanham o convite e o estatuto, conforme apurado pela Reuters.

Durante a coletiva, Trump também foi questionado sobre se a iniciativa pretende substituir as Nações Unidas. Ele afirmou que a ideia tem potencial para isso no longo prazo e criticou a atuação da ONU, dizendo que “não tem sido muito útil” em diversas guerras. “A ONU deveria ter resolvido cada uma das guerras que eu resolvi”, declarou, deixando claro o tom de disputa que marca boa parte do discurso norte-americano sobre paz e poder global. Para quem ficou curioso, o trecho da declaração está disponível em vídeo.

No fim das contas, o anúncio reacende debates sobre o que muda na prática para Gaza, para Lula e para a cena internacional, além de provocar perguntas sobre o papel que Washington espera desempenhar no equilíbrio global daqui em diante.

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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