‘Não haverá mais petróleo ou dinheiro venezuelano para Cuba’, diz Trump
Após derrubar Maduro, presidente dos EUA ameaça o regime cubano: ‘Façam um acordo antes que seja tarde’
Em uma mensagem que mistura tom de suspense político com leitura de entretenimento, o presidente Donald Trump afirmou que, após a destituição de Nicolás Maduro na Venezuela, não haverá mais petróleo nem dinheiro venezuelano indo para Cuba. A declaração chegou acompanhada de um apelo direto ao regime cubano: que façam um acordo com os EUA antes que seja tarde, sob a justificativa de reconfigurar a relação histórica entre as ilhas e o continente.
No discurso divulgado de forma contundente, os Estados Unidos passam a se apresentar como a nova força protetora da Venezuela, especialmente diante da prisão de Maduro em Nova York. Com o regime cubano envolvido nos desdobramentos, Washington aponta para uma mudança de eixo na região, onde a influência mútua entre Havana e Caracas era bem conhecida. No centro da narrativa está a ideia de que recursos, sobretudo petróleo, deixariam de circular para a ilha.
Além do tom de alerta, Trump citou como pano de fundo a atuação de agentes cubanos que, no passado, davam suporte à segurança do governo venezuelano. Ele afirmou que a maioria desses cubanos está morta como consequência de operações realizadas nos últimos dias, abrindo espaço para uma nova lógica de proteção dos interesses da Venezuela, agora sob a guarda dos próprios Estados Unidos.
- Maduro e a esposa, Cilia Flores, teriam sido deslocados para uma prisão em Nova York, onde aguardam julgamento sob acusações de narcoterrorismo.
- A intervenção militar e de inteligência teria dispersado a presença de agentes cubanos no território venezuelano, com a ideia de reconfigurar a segurança do país.
- Para Cuba, a relação bilateral com a Venezuela era marcada pela participação em recursos energéticos; estima-se que o petróleo venezuelano respondia por uma parcela relevante de seu abastecimento.
Em tom direto, Trump sustentou que a ilha caribenha viveu por muitos anos graças aos recursos energéticos da Venezuela e que essa dependência não pode voltar a se repetir. “Agora a Venezuela conta com os Estados Unidos da América, a maior potência militar do mundo (de longe) para protegê-la. E nós vamos protegê-los”, concluiu, sinalizando um recomeço de parcerias e, possivelmente, novos termos de cooperação frente aos velhos vínculos.
Segundo o relato da trajetória recente, Maduro e Cilia Flores teriam sido levados para uma prisão em Nova York, onde permanecem sob custódia e aguardam julgamento na acusação de narcoterrorismo. No mesmo compasso, a acusação de que Cuba manteve vínculos estreitos para assegurar o fluxo de petróleo para a ilha é apresentada como história-chave para entender o novo momento político na região.
O regime cubano, que segundo a narrativa atual recebia cerca de 30% do petróleo de que dispunha da Venezuela, passa a enfrentar um cenário de reequilíbrio nas suas relações internacionais. Na prática, leitores comuns ficam diante de uma pergunta: quais impactos isso terá no dia a dia, na economia e na vida cotidiana de quem depende de energia e de parcerias para o seu cotidiano?
Não resta dúvida de que a situação desenha uma nova fronteira na geopolítica regional. No fim das contas, o que se percebe é que as relações entre Cuba, Venezuela e os Estados Unidos estão atravessando uma transformação significativa, com consequências que vão além dos palcos oficiais para entrar no cotidiano das pessoas que querem saber o que pode mudar amanhã.