Trump admite uso de arma desorientadora na Venezuela

Ouvir esta notícia

Trump confirma uso da arma desorientadora na Venezuela

Arma misteriosa, capaz de neutralizar equipamentos eletrônicos e bélicos, foi usada na captura de Nicolás Maduro. Trump não explica exatamente o que é.

No dia a dia das tensões que parecem não ter fim, emerge uma afirmação que mistura geopolítica, tecnologia e conspirações. O ex-presidente Donald Trump afirmou, em uma entrevista realizada na Sala Oval da Casa Branca, que uma arma conhecida como arma desorientadora foi empregada na operação que prendeu o Nicolás Maduro na Venezuela.

De acordo com ele, o equipamento foi decisivo para evitar que as forças venezuelanas disparassem mísseis russos e chineses que poderiam ter atingido os helicópteros norte-americanos usados na operação para chegar ao presidente deposto.

Trump deixou claro que não pode detalhar o que exatamente é essa arma, alegando que não tem autorização para falar sobre o tema. “Eles não chegaram a disparar os mísseis. Tinham mísseis prontos, mas nenhum deles foi acionado”, afirmou o ex-presidente em tom de confidência, sem abrir o conteúdo técnico do equipamento.

Relatos de testemunhas citadas pelo veículo de padrão internacional descrevem falhas repentinas nos radares e em outros sistemas de defesa, além de relatos de efeitos físicos intensos, como sangramento nasal e náuseas, supostamente após ter sentido uma onda sonora. Contudo, não há confirmação independente que comprove essas declarações ou explique a tecnologia envolvida.

A natureza da chamada Discombobulator permanece cercada de mistério, com o nome possivelmente funcionando como uma descrição coloquial de algum sistema de guerra eletrônica adquirido pela Casa Branca, sem divulgação de detalhes oficiais.

As declarações de Trump aparecem na esteira de uma pergunta sobre a possível compra pela administração Biden de uma arma de energia pulsada, suspeita de ter ligação com a mesma linha tecnológica associada à controversa “Síndrome de Havana” – episodio que atingiu diplomatas e funcionários de embaixadas em várias partes do mundo. “Síndrome de Havana” é tema de debate entre especialistas, que discutem suas causas e responsáveis sem consenso público.

Enquanto Maduro permanece detido em uma prisão federal em Brooklyn, à espera de julgamento por acusações de narcoterrorismo, Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente, tem mantido a liderança política da Venezuela de forma interina. “Os dias de Delcy Rodríguez estão contados”, disse a venezuelana María Corina Machado, em comentário que repercute no cenário local.

  • A arma descrita seria capaz de desativar equipamentos eletrônicos e sistemas bélicos próximos a áreas críticas.
  • Testemunhas falam em falhas de radares e em sintomas físicos intensos após o suposto uso da tecnologia.
  • Maduro permanece detido, com Delcy Rodríguez na liderança interina da Venezuela.
  • O debate sobre a relação com a Síndrome de Havana e possíveis conexões com tecnologia russa ou chinesa segue em aberto.

O que achou deste post?

Jornalista

Renata Oliveira

AO VIVO Sintonizando...