Tarcísio atrasa visita a Bolsonaro na Papudinha por compromissos em SP

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Tarcísio adia visita a Bolsonaro na Papudinha por causa de compromissos em São Paulo

Secretaria de Comunicação do Estado paulista afirmou que uma nova data será agendada; visita tinha sido autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes

Em meio a uma agenda cheia, o Tarcísio de Freitas — governador de São Paulo (Republicanos) — decidiu não realizar a visita planejada ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília. O encontro estava marcado para a quinta-feira, 22, mas foi adiado por compromissos oficiais na gestão estadual, segundo informou a Secretaria de Comunicação (Secom) do Estado.

De acordo com a Secom, o adiamento foi solicitado pelo próprio governador por motivo de agenda em território paulista. A pasta acrescentou que uma nova data será definida em breve, mantendo a ideia de solidariedade, mas sem detalhar novos planos ou cronogramas.

Antes do anúncio do adiamento, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou em entrevista ao jornal O Globo que Tarcísio ouviria do ex-presidente que “está desempenhando um ótimo trabalho como governador”, mas as eleições presidenciais estariam descartadas para ele. Segundo o parlamentar, o encontro teria finalidade estritamente pessoal.

Inicialmente, Tarcísio havia dito que visitaria Bolsonaro após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em resposta à defesa do ex-presidente. Na prática, o governador planejava levar uma mensagem de apoio, reforçando a ideia de que a relação entre eles era de amizade, independentemente de desdobramentos políticos.

Essa seria a primeira reunião entre os dois desde que Bolsonaro indicou Flávio como pré-candidato à Presidência, em dezembro. A última passagem de Tarcísio pela exibição de solidariedade ocorreu em setembro, ainda quando Bolsonaro cumpria prisão domiciliar. A transferência do ex-presidente para a Papudinha foi articulada pelo governador e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

No fim das contas, o adiamento sinaliza como o eixo entre compromissos oficiais e gestos de apoio pessoal pode se cruzar, mantendo o tom de cordialidade sem, necessariamente, alterar o cenário político mais amplo. E você, o que acha que esse tipo de adiamento mostra sobre a leitura pública dos gestos entre aliados?

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Jornalista

Sarah Martins

Jornalista especializada em lifestyle e decoração. Responsável por criar guias, tutoriais e reviews que realmente ajudam nas escolhas.

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