Top veículos em 2025: Subaru STI em destaque, retorno do MR2 e mais

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Os carros mais vendidos em 2025 | o ronco do novo Subaru STI | a volta do Toyota MR2 e mais!

Bom dia, FlatOuters! Bem-vindos a mais um Zero a 300, nossa seleção dos destaques que estão pautando o mundo motor no Brasil e lá fora para quem não tem tempo a perder com o hype das redes. Os carros mais vendidos no Brasil em 2025. Mais um ano encerrado, mais um ano com a Fiat Strada na liderança do mercado, mais um ano em que a SUVização do mercado se consolida. O mercado automotivo brasileiro encerrou 2025 com um crescimento modesto de 2,4%, totalizando pouco mais de 2,5 milhões de emplacamentos — ainda bem abaixo do nosso recorde histórico de mais de 3 milhões de emplacamentos em 2012. O cenário, no entanto, é de uma ressaca econômica: juros altos e crédito restrito limitaram o avanço, fazendo com que o setor crescesse menos do que a Anfavea previa e projetando um 2026 de retração.

No topo da tabela, a Fiat Strada garantiu a liderança geral pelo quinto ano seguido, com quase 143.000 unidades. Aqui, vale destacar que cerca de 73% das vendas da Strada foram feitas por faturamento direto da fábrica para o cliente — não estamos falando apenas de grandes locadoras, mas de uma ofensiva agressiva da Fiat sobre o pequeno empresário e o produtor rural. Enquanto o consumidor comum (CPF) enfrenta dificuldades para financiar um carro no varejo, a Fiat operou com descontos que chegaram a R$ 30.000 para quem tem CNPJ ou inscrição estadual, tornando a versão de entrada Endurance imbatível no custo-benefício para o trabalho. Com as versões cabine dupla e o câmbio CVT, a Strada passou a atrair clientes que antes olhavam para hatchs ou SUVs compactos, oferecendo a robustez de uma caçamba no dia a dia e até para o lazer de fim de semana.

Já o VW Polo, vice-líder, não ficou menos expressivo: 122.677 unidades, mas depende mais do varejo e da classe média urbana — setores que sentiram com mais intensidade o peso do crédito restrito. O Fiat Argo ficou em terceiro, com 102.639 unidades. Em quarto ficou o VW T-Cross, provando que continua líder entre os SUVs com 92.842 unidades, ainda que os olhos estejam voltados para o próximo passo da VW com o lançamento do Tera, que chegou com atraso na produção e, mesmo assim, já encostou nas 50.000 unidades. O fechamento do ano o colocou na 21ª posição, com 48.143 exemplares.

Depois, vemos a luta pelo topo entre SUVs: o HB20 aparece com 85.035, seguido pelo Onix, da Chevrolet, com 79.895. Da sétima posição em diante, são 12 SUVs ocupando o grupo dos 30 mais vendidos, com a Hyundai Creta na sequência em sétimo lugar ( 76.168 ) e o Jeep Compass em nono ( 61.263 ). O Honda HR-V figura em décimo com 61.234, e o Chevrolet Tracker fica em décimo primeiro com 60.876. O Toyota Corolla Cross aparece em 12º, com 59.678; o Nissan Kicks, em 13º, com 58.401; o Fiat Fastback em 15º com 57.305; o VW Nivus em 20º com 48.703; já o próprio Tera, citado acima, volta à lista em 21º com 48.143. O Jeep Renegade surge em 22º com 44.801, seguido pelo Fiat Pulse em 23º com 44.434 e pelo Caoa Chery Tiggo 7 em 24º com 38.440. Em resumo, são 13 SUVs entre os 30 carros mais vendidos — um retrato claro de como o espaço urbano se tornou o terreno principal de atuação das marcas.

Entre as novidades, a principal é o BYD Dolphin Mini, o pequeno elétrico que dominou as cidades e as filas dos eletropostos. Fechou 2025 com 32.488 unidades e se tornou o carro elétrico mais vendido no Brasil, além de virar o primeiro elétrico a entrar no top 30 do mercado — encerrando em 29º lugar, ultrapassando a Chevrolet S10 (31.458) e encostando no Toyota Corolla (33.252).

Outro tema que aguenta o peso da curiosidade: parece que a Toyota tem mesmo um novo MR2. O que parecia boato de fórum ganhou carimbo oficial quando Akio Toyoda, em seu alter ego de piloto Morizo, postou um vídeo anunciando ter adquirido um esportivo de dois lugares com motor central, para correr com a equipe Gazoo Racing e deixá-lo pronto para o Tokyo Auto Salon. A dúvida fica: veremos um restomod oficial ou o protótipo funcional de uma quarta geração totalmente nova? O cenário mais provável aponta para a segunda opção. O próprio ano passado trouxe o conceito GR Yaris M, que era basicamente um Yaris com motor 1.6 turbo de três cilindros montado na traseira central — os engenheiros da marca chamaram aquilo de laboratório para um futuro MR-alguma-coisa. Agora, com o fim do Supra (A90) anunciado para 2026, a Toyota precisa de um novo esportivo para se posicionar entre o GR 86 e o GR GT. A aposta é que o MR2 receba o novo motor 2.0 turbo, capaz de entregar por volta de 400 cv, com provável tração integral e câmbio manual. Se o carro de Morizo chegar mais próximo da produção, é provável que herde o visual do conceito FT-Se, aquele laranja que parecia um gerador de futuro elétrico mas que pode acomodar pistões. As respostas para todas essas especulações devem chegar no decorrer das próximas semanas, com grandes revelações aguardadas para o Tokyo Auto Salon.

No mesmo compasso de expectativa, o ronco do próximo Subaru STI volta a reacender esperanças. Depois de anos de silêncio sobre o futuro da sigla STI, a Subaru divulgou uma série de vídeos curtos mostrando o som inconfundível do motor boxer subindo o giro, acompanhado de imagens de um sedã azul — possivelmente um WRX — em acompanhamento por estradas cobertas de neve. O barulho mecânico, por ora, afasta qualquer rumor de eletrificação imediata para este modelo, alimentando a esperança de uma versão de performance que possa nascer para a produção. No entanto, a história recente da marca no Japão ensina cautela: a Subaru costuma utilizar o emblema rosa para pacotes de acessórios ou edições limitadas como o STI Sport — que foca em ajustes de suspensão e estética sem mexer diretamente na cavalaria ou no diferencial central. O mistério se concentra em um veículo coberto no mapa do estande da marca para o Tokyo Auto Salon, abrindo as portas no dia 9 de janeiro. Muitos acreditam tratar-se da versão final do conceito Performance-B apresentado no final do ano passado. Se for apenas um pacote visual, a equipe pode decepcionar parte dos fãs; se, porém, for o retorno do STI com câmbio manual e o acerto de rally que marcou história, 2026 pode começar com uma notícia de peso para os puristas — e com uma nova esperança de um caminho menos eletrificado no futuro da marca.

Enquanto isso, a Porsche pode ter atravessado um marco estratégico: a estrutura societária da Bugatti Rimac está prestes a entrar em um plot twist que pode levar Mate Rimac a uma independência desejada para moldar o futuro da Bugatti. Um grupo de investidores de peso, liderado pelo fundo HOF Capital (co-fundado por Onsi Sawiris, herdeiro da dinastia Sawiris) e pela gestora BlueFive Capital, está em negociações avançadas para comprar a participação de 45% da Porsche na joint venture. O negócio, avaliado em mais de US$ 1,2 bilhão, não envolve apenas a fatia da Porsche na Bugatti Rimac, mas também a participação de 24% que a marca alemã detém diretamente no grupo Rimac. Se concretizada, a operação marcaria a saída estratégica da Porsche de um dos seus investimentos mais ambiciosos da década. A negociação traduz, entre outros pontos, as dificuldades de Mate Rimac em administrar uma marca como a Bugatti sob o peso de uma grande corporação — o que ele mesmo já disse em outras ocasiões: “Quero poder tomar decisões de longo prazo sem ter que explicar tudo para 50 pessoas.” Nesse cenário, a entrada de capital de venture capital é vista como uma forma deLibertar o fundador para acelerar um caminho de inovação, mantendo a gestão técnica e a visão de produto sob o comando dele. Já a Porsche, por sua vez, não está vendo o negócio como sinal de desconfiança em Rimac ou no futuro da Bugatti, mas como uma readequação de prioridades globais. Com a queda na demanda por carros elétricos, bem como as tarifas de importação em mercados-chave como EUA e China, a fabricante de Stuttgart volta seus olhos para motores de combustão para manter vivo seu portfólio tradicional. Se a venda for concluída nas próximas semanas, Mate Rimac terá as mãos livres para conduzir o destino da Bugatti, com o aporte de novos investidores acelerando um plano de expansão que envolve a construção de uma nova fábrica na França, um verdadeiro atelier capaz de dobrar a produção.

Ainda dentro dessa teia de mudanças, o primeiro Benetton de Schumacher está a caminho de leilão. Trata-se do chassi 05 do Benetton B192, uma peça histórica que tirou Michael Schumacher do pelotão intermediário para levá-lo ao topo do pódio pela primeira vez. O leilão, marcado para o final do mês pela Broad Arrow Auctions, tem estimativa superior a 8,5 milhões de euros. Não é um recorde, mas certamente o suficiente para elevar o veículo entre os top 10 carros de Fórmula 1 mais caros já vendidos em leilão. O carro ficou ligado à história do Schumacher por ter vencido o GP da Bélgica em 1992, numa demonstração de leitura tática sob chuva em Spa-Francorchamps. Além disso, é lembrado como o último carro com câmbio manual a vencer uma corrida de F1, em uma época em que a técnica andava lado a lado com o controle humano. O chassi 05, guardado por décadas, foi restaurado minuciosamente a partir de 2015 pela LRS Formula, incluindo reconstrução completa do motor Ford HB V8 aspirado e da caixa de câmbio de seis marchas. Hoje, ele volta a ganhar as pistas, com documentação de manutenção atualizada em 2024. O leilão ocorre entre 23 e 30 de janeiro, prometendo atrair os maiores colecionadores do mundo, especialmente por tratar-se de uma máquina associada a vitórias históricas no automobilismo.

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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