Sabrina Sato foi de desfile, choro de Ju Paes e ‘encontro’ de Virginia e Zé Felipe: veja como foi o desfile das campeãs
Houve perrengue, decepção e choro, mas os desfiles da noite de sábado também ficaram marcado pelas presença de famosas
O Carnaval de 2026 reservou muitas surpresas na noite de desfiles das campeãs, tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo. Além da emoção típica de quem cruza a avenida, o clima contou com perrengues, momentos de decepção e lágrimas que lembraram o tamanho da festa. No centro dessa mistura de prazos apertados e surpresas, destacam-se os detalhes envolvendo nomes queridinhos do público de entretenimento e o retorno clássico das escolas de samba à Sapucaí e ao Anhembi.
Em São Paulo, a presença de Sabrina Sato ficou marcada por uma ausência que gerou comentário entre fãs. Ela não chegou a tempo para acompanhar a passagem da escola, e o momento gerou a clássica mistura de ansiedade e frustração que costuma acompanhar as grandes vitórias e derrotas. Ainda assim, a noite paulista manteve o brilho com outras atrações e histórias, que fizeram valorizar cada minuto do desfile das campeãs.
Já no Rio, o clima foi de emoção à flor da pele. A rainha de bateria da Viradouro, a atriz Ju Paes, não conteve as lágrimas ao chegar à concentração para o desfile da escola campeã. O momento ganhou reforço com uma homenagem especial a Mestre Ciça, lembrada durante a apresentação, em tom que mistura memória afetiva e celebração do legado que o mestre representa para o universo do samba.
Entre as tensões da noite, o encontro entre nomes da vida pública ganhou espaço na Sapucaí. A agenda de Virginia, que acompanhava a agremiação, acabou cruzando de perto a presença do cantor Zé Felipe, ex-marido de uma das personalidades que marcaram o Carnaval. Não houve registro público de beijo ou conversa entre eles, mas o acaso de estarem sob o mesmo céu de confetes já foi suficiente para alimentar a curiosidade dos fãs e a escolha de registrar o momento, ainda que de forma mais contida.
Além disso, a constelação de estrelas não ficou apenas nos desfiles das campeãs. Outros encontros e gestos de afeto ganharam o palco: Taís Araujo e Lázaro Ramos, Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert, Lore Improta e Leo Santana trocaram carinhos em meio ao tom festivo da noite, lembrando que a celebração envolve também a convivência entre artistas e público, no dia a dia da cidade.
Do ponto de vista técnico, a Viradouro também teve o enredo destacado na véspera da premiação. Mestre Ciça foi homenageado pela escola, que levou para a Sapucaí uma narrativa capaz de resgatar memórias da cultura afro-brasileira, mantendo a relação entre a dança, a música e o respeito às raízes que constroem o Carnaval. Em termos de palco, Beija-Flor de Nilópolis brilhou com uma homenagem ao Bembé do Mercado, celebrando tradições do candomblé em Santo Amaro (BA) e reforçando a força da diversidade presente na folia carioca.
Na prática, as apresentações da Beija-Flor resultaram em destaque importante: a agremiação terminou a noite com o segundo lugar no Rio, em meio a uma série de imagens marcantes que reforçaram o peso de cada disputa. Enquanto isso, a Mangueira também teve uma atuação marcante na Sapucaí, apresentando o enredo Mestre Sacaca do Encanto Tucuju — O Guardião da Amazônia Negra. A escola abriu como primeira em uma sequência de desfiles que manteve o tom lúdico, impulsionado pela presença de Evelyn Basttos, Musa da bateria, que desfilou sob a sigla da Estação Primeira de Mangueira.
Outro destaque ficou por conta da Imperatriz Leopoldinense, que entrou na avenida com a quinta posição na classificação do Carnaval 2026. A escola levou à Sapucaí uma homenagem a Ney Matogrosso, com Iza assumindo o papel de rainha de bateria e uma presença marcante que reforçou o carisma e o brilho da escola. A marca de Ney Matogrosso ficou gravada na memória do público, como parte de uma leitura que mescla tradição e contemporaneidade no desfile.
No conjunto da noite, Vila Isabel também fez parte dessa constelação de campeãs. A escola manteve a performance de alto nível e dividiu a cena com uma leitura que evocou Macumba, samba e África, em uma montagem que reforçou a relevância histórica e cultural do samba no cenário nacional. A presença de Sabrina Sato, cada vez mais associada à Vila Isabel, ficou como referência de expectativa para o próximo carnaval, mantendo acesa a curiosidade do público.
Em síntese, o desfile das campeãs, embora tenha trazido alguns contratempos e momentos de emoção desmedida, cumpriu o papel de consolidar a aposta de cada escola para o Carnaval 2026. Além da beleza das fantasias e do ritmo das baterias, o que se viu foi uma celebração da diversidade, da memória e da capacidade de unir pessoas em torno de uma paixão comum: o samba. E, no fim das contas, a sensação é de que o leitor pode encontrar em cada desfile uma história para contar, uma memória para guardar e, principalmente, a energia que transforma uma noite comum em uma experiência inesquecível para quem vive o carnaval com o coração aberto.