Procuradora sofre ataques misóginos após participação em vídeo institucional
Gisele Bleggi Cunha é alvo de comentários preconceituosos sobre a aparência nas redes sociais; entidades e autoridades reafirmam apoio
Nas últimas horas, Gisele Bleggi Cunha, procuradora da República, recebeu uma onda de ataques com teor preconceituoso nas redes após a divulgação de um vídeo da sua participação em uma atividade institucional em Propriá (SE). As mensagens misóginas chamaram a atenção de comunidades, colegas e figuras públicas, que repudiaram o episódio.
Dentre as respostas públicas, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) emitiram declarações de apoio à procuradora e condenaram as manifestações hostis.
Além disso, a deputada estadual Linda Brasil (PSOL) manifestou suporte à colega e criticou o tom desrespeitoso. O prefeito de Propriá, Luciano de Menininha, também se solidarizou com Gisele e lamentou o tratamento preconceituoso, destacando o compromisso da gestão local com a integridade de suas servidoras.
O episódio colocou em foco o debate sobre como as mulheres que atuam em espaços de poder são tratadas online. As mensagens que atacaram a aparência física de Gisele explicam, na prática, como o machismo ainda permeia redes, mesmo quando a atuação pública é pautada por serviço à comunidade.
No posicionamento da comunidade, fica a lembrança de que, no dia a dia, a defesa institucional da dignidade de quem atua no serviço público é essencial. Além disso, fica a expectativa de que o trabalho da procuradora seja avaliado pela competência profissional e não por padrões de beleza ou postura pessoal.
- Quem se manifestou: OAB, ANPR, deputada Linda Brasil e o prefeito de Propriá, Luciano de Menininha, apoiando a procuradora.
- O que foi atacado: a aparência física da profissional; ataques de cunho sexista.