Presidente da Colômbia pede Pix internacional; veja como andam os planos do BC
Gustavo Petro pediu ao Brasil que amplie o Pix para além das fronteiras, enquanto o Banco Central negocia a internacionalização do sistema de pagamentos instantâneos e pesquisa ligações com redes globais.
No cenário de tecnologia financeira, o pedido veio de forma direta e pública. Em uma publicação no X, o presidente colombiano Gustavo Petro pediu ao Brasil que estenda o Pix para a Colômbia, defendendo a adoção do sistema de pagamentos instantâneos como alternativa aos mecanismos financeiros tradicionais. E não faltaram críticas ao modelo de sanções dos Estados Unidos: Petro afirmou que a ferramenta pode oferecer uma saída menos onerosa para transações internacionais, sugerindo que as restrições atuais não funcionam como instrumento eficaz contra o crime. Além disso, o líder destacou a necessidade de ampliar as possibilidades de pagamentos sem depender tanto de sanções.
Essa movimentação acontece em meio ao interesse cada vez maior pelo Pix, que ganhou peso no Brasil desde seu lançamento em 2020. Em poucos anos, o sistema passou a liderar as transações domésticas, movimentando trilhões de reais e se tornando referência em pagamentos digitais. No entanto, o tema também está no centro de discussões internacionais: críticos apontam que a ferramenta pode criar desvantagens para fornecedores de cartões internacionais, situação que acirra o debate entre bancos centrais e reguladores ao redor do mundo. Por aqui, a reação foi firme: o governo mantém o foco na continuidade e expansão do Pix, enquanto o Banco Central avança com novas funcionalidades.
Como andarão os planos do Pix internacional envolve uma visão além de exportar o sistema brasileiro. A ideia é conectá-lo a uma rede global de pagamentos instantâneos, e não apenas replicá-lo tal como é. Hoje, o uso fora do país ainda é limitado: já é possível realizar transações entre contas brasileiras no exterior, e algumas fintechs operam pagamentos internacionais de forma indireta. Em destinos turísticos como Estados Unidos, Argentina e Portugal, já existem estabelecimentos que aceitam o Pix, ainda que por meio de arranjos próprios. Um dos passos mais citados no momento envolve a parceria com a Argentina, por meio da cooperação entre o Banco do Brasil e o Banco Patagonia (detalhes na prática).
O projeto mais ambicioso, no entanto, mira na integração com a plataforma Nexus, desenvolvida pelo BIS (Banco de Compensações Internacionais). A ideia é interligar diferentes sistemas de pagamentos ao redor do mundo, permitindo transferências quase instantâneas entre moedas distintas. Se o cronograma for mantido, o Pix internacional deve começar a operar a partir de 2027, conectando dezenas de países na América Latina, na Europa, na Ásia e na África com operações mais rápidas, baratas e seguras.
Entre as novidades em estudo para o curto prazo, o BC aponta projetos que vão além da simples internacionalização. Entre eles estão o Pix cobrança, que combina QR Code e boleto, o split, para dividir automaticamente valores como impostos, e soluções como pagamento por aproximação, uso offline e opções de parcelamento. No dia a dia, isso significa mais praticidade para quem precisa lidar com transações rápidas em diferentes moedas, com menos entraves e taxas potencialmente menores.
No campo das perspectivas, a cada passo o BC reforça o papel do Pix como plataforma em evolução. Ainda que o cenário internacional esteja em estágio inicial, o impulso para conectá-lo a redes globais promete abrir novas possibilidades de pagamento para empresas e consumidores, sem abrir mão de segurança e velocidade. E para você, leitor, fica a pergunta: o Pix internacional pode mudar a forma como você realiza pagamentos no exterior ou compra serviços internacionais?
Para acompanhar as evoluções, o Portal acompanha de perto a história que envolve governança, tecnologia e finanças, sempre buscando entender o que isso pode significar na prática para o dia a dia de quem utiliza dinheiro digital, cartões e novas formas de pagamento.
- Pix cobrança: combinação de QR Code e boleto para facilitar cobranças
- Split: divisão automática de valores entre diferentes destinos
- Pagamentos por aproximação, uso offline e opções de parcelamento