Polícia prende tenente-coronel suspeito de matar esposa com tiro na cabeça
Geraldo Leite Rosa Neto estava sozinho no apartamento quando Gisele Alves Santana morreu; ele disse à polícia que ela se suicidou, mas família contestou
Nesta quarta-feira, a Polícia Civil de São Paulo confirmou a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a cabo da PM Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça. O crime, registrado no apartamento do casal na zona leste da capital, ocorreu há exatamente um mês.
O caso começou sendo tratado pela polícia como suicídio, mas a versão foi contestada pela família, que pediu uma apuração mais rigorosa como homicídio. Além disso, a segunda perícia reapresentou indícios de violência, fator que influenciou a continuidade das investigações e a mudança do entendimento sobre o que ocorreu naquele dia.
A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça Militar, com medidas que incluem a apreensão dos celulares do suspeito e a quebra dos sigilos telemáticos e eletrônicos, ampliando o escopo para entender o que aconteceu. A vítima foi encontrada morta dentro do apartamento, onde vivia com o marido, também na zona leste, no dia 18 de fevereiro. Segundo a versão inicial, o oficial teria acionado a polícia afirmando que a esposa cometeu suicídio após uma discussão.
Conforme apurado até o momento, a exumação do corpo de Gisele apontou sinais de agressão no pescoço, elemento que reforça a linha de investigação de homicídio e levou os investigadores a aprofundar os depoimentos e as evidências coletadas no local.
Além disso, familiares de Gisele deram entrevistas públicas destacando que o relacionamento era marcado por brigas e episódios de violência envolvendo o tenente-coronel. No dia do ocorrido, vizinhos relataram ter ouvido o disparo às 7h28 da manhã, e a polícia só foi acionada pelo marido cerca de meia hora depois. Câmeras de segurança registraram a movimentação no condomínio e no apartamento no intervalo entre o disparo e a chegada das forças, reforçando a investigação sobre a atuação de terceiros na cena.
Na prática, esses desdobramentos mudaram o rumo das apurações, que passaram a apurar indícios de homicídio contra o militar. A prisão preventiva representa uma etapa decisiva do processo, abrindo caminho para possível denúncia pelo Ministério Público caso haja comprovação de que ele assassinou a esposa.
No fim das contas, o caso reacende debates sobre violência doméstica e a importância de investigações detalhadas, mesmo em situações em que surgem versões iniciais que parecem indicar o contrário.