Após PL definir Carlos e Caroline de Toni ao Senado em SC, Esperidião Amin mantém pré-candidatura
Senador do PP diz que seguirá na disputa por Santa Catarina mesmo após o partido de Bolsonaro anunciar que não o apoiará na eleição
O cenário político de Santa Catarina ganhou mais adjetivos de incerteza nesta quarta-feira, com Esperidião Amin — representante do PP — reafirmando a própria posição como pré-candidato ao Senado, mesmo diante da sinalização adversa vinda do PL. Em meio a uma sequência de mensagens e vídeos compartilhados nas redes, Amin deixou claro que não pretende recuar da disputa.
Em uma fala marcada pela emoção e pela convicção, Amin afirmou que “pertence a Santa Catarina” e que, por isso, está comprometido com a candidatura para representar o estado no Congresso. Por quê? para ele, é essencial que o Brasil conheça o que ele chama de modelo da nossa gente e que esse entendimento possa, no fim das contas, contribuir para a melhoria do país.
O dia também trouxe desdobramentos sobre quem compõe a chapa para o Senado em Santa Catarina. A deputada Caroline de Toni, do PL, já havia anunciado a sua pré-candidatura com alicerce em uma leitura da conjuntura local. Ela publicou um vídeo posicionando-se como pré-candidata e comentou que a definição pública do apoio era uma etapa importante para o partido e para o estado.
Originalmente, a federação entre o PL e a União-PP previa uma chapa com dois nomes na disputa: Amin e De Toni. No entanto, a entrada surpresa do ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro no tabuleiro começou a mexer com os planos, abrindo espaço para mudanças que passaram a favorecer a posição de De Toni — e, com isso, gerando tensão entre os aliados da família Bolsonaro e o restante da coalizão.
A partir daí, houve rumores de que Caroline de Toni poderia até deixar o PL caso a preferência por Carlos Bolsonaro ganhasse força. Ainda assim, Michelle Bolsonaro chegou a apoiar publicamente a pré-candidatura de De Toni, dando um sinal de que os desdobramentos internos da família Bolsonaro teriam impacto direto sobre as negociações em Santa Catarina. Em meio a isso, ficou pendente a forma como a relação com Amin seria mantida após o que parece ser uma reconfiguração da aliança.
A cima de tudo, o debate em torno de como ficará a relação entre Bolsonaro e o PL ficou mais evidente. Os bolsonaristas não explicaram de imediato como ficará a convivência com Amin, que acabou ficando fora da aliança formal. No fim das contas, o acordo anterior entre PL e União-PP parece ter de a bitola de continuidade, abrindo espaço para interpretações sobre o que vem a seguir na corrida pelo Senado.
Além disso, o ambiente interno da família Bolsonaro foi tema de atritos e reconciliações, já que Michelle participou das deliberações de forma mais ativa, especialmente diante da percepção de não ter sido consultada previamente sobre a escolha do candidato que representaria o bolsonarismo na eleição. Em meio a tudo isso, não faltaram embates públicos entre membros do núcleo político e, inclusive, uma retórica provocativa associando adversários a ataques de retaliação, que voltou à tona em publicações nas redes sociais.
Mas, no dia a dia, o que isso significa para quem acompanha a política local e a vida pública de Santa Catarina? No fundo, trata-se de um retrato claro de como alianças se mantêm ou se desfazem diante de novos nomes, pressões internas e estratégias de comunicação. As próximas semanas devem confirmar quem consegue consolidar apoio suficiente para chegar ao Senado, mantendo o equilíbrio entre as forças que já se articulavam e as novas peças que surgem no tabuleiro.
- Amin permanece como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina.
- Caroline de Toni continua como pré-candidata pelo PL.
- O acordo entre PL e União-PP para uma chapa de dois nomes passa por reconfigurações com a entrada de Carlos Bolsonaro.