Pereira chama Eduardo de arrogante; apoio a Flávio não é da direita

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Marcos Pereira chama Eduardo de arrogante e diz que apoio a Flávio não está definido na direita

Presidente do Republicanos avaliou alternativas ao filho de Bolsonaro, citando os governadores de Goiás, Minas Gerais e Paraná

Em entrevista veiculada pela Jovem Pan, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, sinalizou que o apoio da direita à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda não foi sacramentado. Ele informou que o campo pode abrir espaço para outras apostas, citando nomes que hoje aparecem no radar de alianças, entre eles os governadores de outros estados — incluindo Ronaldo Caiado, de Goiás; Romeu Zema, de Minas Gerais; e Ratinho Júnior, do Paraná —, todos conectados a siglas distintas.

Segundo Pereira, não faz sentido sugerir que a direita já está fechada com Flávio Bolsonaro. Ele deixou claro que o cenário está em aberto e que o campo pode se dividir entre várias opções, mantendo ainda viva a possibilidade de apoio a diferentes candidaturas conforme o ritmo da negociação política.

Além disso, o dirigente respondeu a críticas feitas por Eduardo Bolsonaro, que chamou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de “apenas um servidor público”. Pereira classificou a reclamação como extremamente arrogante e deselegante, dizendo que Eduardo, assim como Tarcísio, também ocupa um papel institucional que o coloca nessa linha de leitura. Em outras palavras, ele posicionou Eduardo como alguém que, na avaliação dele, está digressando do eixo político e apostando apenas na função pública.

Essa não é a primeira vez que o líder do Republicanos se sente incomodado com atitudes do clã bolsonarista. No arempo de agosto do ano passado, ele já havia destacado que o partido avaliava lançar uma candidatura própria para a disputa presidencial deste ano, sinalizando uma linha de independência estratégica que se desenhada ao longo do tempo.

A declaração de Pereira também soou como um recado direto ao líder do PL, Valdemar Costa Neto. Horas antes, Costa Neto havia comentado com empresários que Tarcísio demonstrava disposição de migrar para o PL, para disputar a corrida nacional, o que alimentava especulações sobre a reorganização de alianças no espectro da direita.

  • Ronaldo Caiado, governador de Goiás (União Brasil)
  • Romeu Zema, governador de Minas Gerais (Novo)
  • Ratinho Júnior, governador do Paraná (PSD)

No fim das contas, o que fica é a imagem de uma política em plena ante-sala de montagem de alianças para 2026. Enquanto o Republicanos avalia caminhos e negocia com várias frentes, o eleitor acompanha o desenrolar com a sensação de que o cenário pode mudar rápido, à medida que novos acordos aparecem e os discursos ganham contornos mais pragmáticos. No dia a dia, isso se traduz em mais volatilidade e em uma corrida que continua cheia de reviravoltas — deixando espaço para quem acompanha as movimentações entender onde cada peça pode se encaixar.

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Jornalista

Sarah Martins

Jornalista especializada em lifestyle e decoração. Responsável por criar guias, tutoriais e reviews que realmente ajudam nas escolhas.

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