Papéis de Michelle e Carlos no PL ante a prisão domiciliar de Bolsonaro

Ouvir esta notícia

Os papéis que Michelle e Carlos devem assumir no PL com a prisão domiciliar de Bolsonaro

Outro filho de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), precisará cumprir agendas da sua pré-candidatura à Presidência

Com Jair Bolsonaro em casa sob prisão domiciliar, o eixo familiar volta a se tornar elemento central na estratégia do PL. Segundo correligionários, Carlos Bolsonaro (PL-SC) deve atuar como o principal elo entre o ex-presidente e o partido, cuidando da interlocução entre Brasília e as bases da legenda.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terá de cumprir as agendas associadas à sua pré-candidatura à Presidência, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve retornar ao tabuleiro político por meio do PL Mulher.

Essa configuração de papéis revela um movimento estratégico. Carlos, que já era visto por parte do ambiente interno como uma figura de difícil convivência no partido, já exercia essa função de ponte com o presidente nacional, Valdemar Costa Neto, especialmente durante o período em que Bolsonaro esteve detido no Complexo Penitenciário da Papuda e hospitalizado no DF Star, em Brasília.

Valdemar Costa Neto, inclusive, sinalizou que Michelle deve retomar o quanto antes os eventos de filiação da ala feminina da sigla. A aposta é que, com ela de volta à atividade de campanha, volte a influenciar escolhas em disputas regionais.

A ala feminina do PL chegou a reduzir atividades de filiação, e Michelle deixou de rodar o Brasil desde novembro do ano passado, quando Bolsonaro foi preso na Superintendência da PF. No cenário interno, Centralizadora, ela não delega a função para nenhuma correligionária, apesar de manter contato com as presidentes estaduais do PL Mulher.

No âmbito interno, comenta-se que a volta de Michelle ao jogo político é tão importante quanto o retorno de Bolsonaro à prisão domiciliar. A ideia é que a peregrinação dela pelo país sirva como contraponto às campanhas do governo Lula, especialmente na defesa dos direitos das mulheres, além de manter a família ativa nos rincões do país.

Em síntese, os bastidores sugerem uma reorganização da atuação do PL diante de um cenário nacional desafiador, com a família Bolsonaro em evidência para manter a capilaridade da legenda e a influência sobre a arena política em diferentes estados.

O que achou deste post?

Jornalista

Fernanda Costa

AO VIVO Sintonizando...