Mirassol apresenta nova gestora do futebol feminino
Na última semana, o Mirassol apresentou as novas profissionais do futebol feminino do clube. Rafaela Esteves e Carine Bosetti deram a primeira entrevista coletiva.
O clube anunciou uma mudança relevante na estrutura do futebol feminino: Rafaela Esteves assume a função de executiva de futebol e Carine Bosetti fica à frente da equipe técnica feminina. Ambos foram recebidos pelo presidente Edson Ermenegildo e pelo Executivo de futebol masculino, sinalizando um momento histórico para a instituição.
Rafaela Esteves descreveu o momento como a abertura de um novo capítulo. “Estamos começando uma página em branco, e o desafio por si só já é motivador”, afirmou. Ela destacou a responsabilidade que envolve participar da construção do primeiro capítulo do futebol feminino do Mirassol, ressaltando que o projeto é ambicioso, feito com recursos próprios e pautado por gestão séria, ética e valores que orientam o dia a dia do clube. “É um ambiente familiar que reflete o que entendemos como correto”, completou.
Carine Bosetti, por sua vez, detalhou o modelo apresentado pelo clube. “Desde o início, a proposta foi institucional, sem parcerias externas”, explicou. Ela reforçou que o projeto não é apenas uma contratação; é um caminho estruturado e sólido, com metas claras e um planejamento que privilegia a convivência entre princípios e profissionalismo. “É um ambiente onde a ética e o compromisso com as atletas caminham lado a lado”, disse a treinadora.
No que diz respeito à infraestrutura, o Mirassol planeja um Centro de Treinamento (CT) dedicado ao futebol feminino, com conectividade à base masculina. A previsão é que o CT, ainda em fase de estruturação, funcione dentro dos prazos estabelecidos pela Federação Paulista. Enquanto isso, as atletas chegam à cidade na próxima semana, passam por exames médicos e, se aprovadas, assinam seus contratos. Na semana seguinte, já deve ocorrer o início efetivo dos treinamentos no CT, conforme o cronograma traçado pela diretoria.
Sobre o grupo de atletas, a direção revelou a meta de formar um elenco entre 25 e 28 atletas com contrato CLT. O objetivo é registrar pelo menos 15 jogadoras no BID até o prazo da Federação, em 09 de março. A previsão é que, em breve, o público tenha acesso aos nomes oficiais que integrarão o projeto, todos com contrato formal e com a devida documentação em dia. “Isso representa um grande avanço e demonstra cuidado com as atletas e com a equipe de profissionais”, comentou a diretora.
Além disso, a equipe feminina não caminha isoladamente. A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo do clube em consolidar a base do futebol paulista, com um olhar atento à formação de promessas desde as categorias de base. A expectativa é que, com esse reposicionamento, o Mirassol passe a oferecer um caminho claro para o desenvolvimento técnico, humano e competitivo das jogadoras, alinhando disciplina, ética e desempenho esportivo.
Como fica no dia a dia? Na prática, a ideia é ter uma gestão profissional desde a captação das atletas, passando pela preparação física, pelo acompanhamento médico e pela organização regulatória de contratos, até a participação em competições oficiais. O clube sinaliza que cada etapa foi pensada para favorecer a qualidade de vida das atletas, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e, sobretudo, a entrega de resultados que possam elevar o futebol feminino da cidade a novos patamares.
Seja qual for o desdobramento, o que fica claro é que o Mirassol está apostando forte em um capítulo histórico para o esporte regional. A nova gestão olha para o futuro com pragmatismo e ambição — e com a certeza de que o caminho traçado hoje pode inspirar outras equipes a investir na valorização do futebol feminino desde as bases.