Milhares exigem libertação de Maduro em Caracas
O setor camponês convocou a marcha na capital venezuelana contra a detenção de Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores. Milhares de pessoas ergueram a voz em coro contra Donald Trump.
Milhares de apoiantes do presidente venezuelano, descrito por muitos como capturado pelos EUA, tomaram as ruas de Caracas nesta sexta-feira, exigindo a libertação de Nicolás Maduro e de sua parceira, Cilia Flores, bem como a continuidade da defesa da Revolução Bolivariana. O clima era de mobilisation constante e de firmeza na mensagem de que a luta pela causa continua, independentemente de pressões externas.
Entre as palavras que ecoaram entre a multidão, destacou-se o tom de resistência. “Dizemos, a partir daqui, que não vamos ceder diante de quem quer impor seus interesses”, revelou uma das dirigentes presentes, citada pela imprensa local. “Temos um povo nobre, com princípios, com ideologia revolucionária”, completou, reforçando a ideia de que o apoio à liderança permanece firme e vigiado pela sociedade.
Dirigindo-se a Maduro, outra liderança enfatizou: “Aqui vamos continuar a defender a Revolução Bolivariana. Conte com as ruas de Caracas, com o povo mobilizado, até o retorno ao nosso país”. A mensagem, repetida entre aplausos, sinalizava que a mobilização não recuaria e que as ruas continuariam a ser palco de apoio contínuo.
A marcha foi, em essência, organizada pelo setor camponês, que mobilizou milhares de manifestantes. Os participantes, em sua maioria vestidos em tons de verde, reuniram-se nas imediações da Vice-Presidência, no centro da capital, antes de seguirem em direção aos principais pontos de concentração de poder. Além disso, o movimento do chavismo tem se feito ouvir diariamente, insistindo na libertação de Maduro depois do alegado rapto ocorrido no dia 3 de janeiro, ocorrido em meio a um choque que deixou um número considerável de vítimas. Segundo as autoridades, já são pelo menos 100 mortos, entre eles 47 militares venezuelanos.
Na prática, o que está em jogo vai além de uma liberação individual: é a demonstração de força popular a partir de uma cobertura midiática intensa e de uma retórica que promete manter o legado da programação política que tem marcado o dia a dia do país. E no fim das contas, leitores, o que muda no seu dia a dia diante de uma situação tão tensa? A resposta pode não ser simples, mas o que fica claro é o impacto de mobilizações desse porte sobre o cenário regional e sobre as expectativas de quem acompanha de perto a tensão entre autoridades venezuelanas e potências estrangeiras.