Milei apoia ofensiva EUA contra Venezuela e se afasta de Lula no PR

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Milei apoia ofensiva dos EUA contra a Venezuela e se distancia de Lula em cúpula no Paraná

Presidente argentino endossa pressão de Trump sobre o governo Maduro, enquanto Lula critica qualquer intervenção militar

No sábado, 20 de dezembro de 2025, durante um encontro em Foz do Iguaçu (PR), Milei assumiu um tom alinhado ao discurso de Donald Trump ao tratar da crise venezuelana, colocando-se em posição distinta do que defende o Lula, presente no mesmo evento. Na prática, a leitura foi de que Milei abriu caminho para uma linha dura de pressão sobre Nicolás Maduro, enquanto o presidente brasileiro mostrava cautela diante de qualquer possível intervenção militar.

Enquanto Lula declarou que uma eventual ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela representaria uma catástrofe humanitária e estabelecería um precedente perigoso para o mundo, Milei defendeu a estratégia de pressão de Washington sobre o governo venezuelano, descrevendo-a como um movimento necessário para libertar o povo venezuelano. A Argentina não recuou diante do discurso de Trump, reforçando, segundo ele, que a time de manter uma pressão já não comporta timidez.

Segundo Milei, a Venezuela vive uma crise profunda, que ele qualificou como uma combinação de colapso político, social e humanitário. Ao sustentar o alinhamento com o discurso de Trump, o líder argentino utilizou termos duros ao falar de Maduro, chegando a chamá-lo de “narcoterrorista”. A ditadura atroz e desumana do líder venezuelano, afirmou, estendendo uma sombra sobre a região e defendendo, novamente, a possibilidade de intervenção norte-americana.

Por outro lado, Trump não descartou a possibilidade de intervenção armada na Venezuela, sinalizando forte apoio à linha de Milei. Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram operações no Caribe e no Pacífico, com ações que visam frear o envio de suprimentos e restringir o fluxo de armas, ampliando o cerco ao país vizinho.

Do ponto de vista oficial, o governo americano justifica as medidas como parte do combate ao narcotráfico e a redes criminosas associadas à Venezuela, além de classificar o regime de Maduro como corrupto e uma ameaça à segurança regional. Washington também elevou sanções econômicas, impôs restrições a familiares do líder venezuelano, bloqueou navios petroleiros ligados ao país e efetuou apreensões de embarcações, ampliando o peso político e econômico sobre Caracas.

No fim das contas, o encontro em Foz do Iguaçu mostrou leituras distintas sobre como lidar com a Venezuela: enquanto Milei aposta em pressão firme e respaldo a uma linha dura de Washington, Lula enfatiza limites e ressalvas, sobretudo em relação a intervenções exteriores. E você, leitor, o que mudaria na prática com essa diferença de tom entre vizinhos tão próximos? Vale acompanhar os próximos passos para entender quais impactos isso pode ter na política regional e no cotidiano das pessoas.

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Jornalista

Mariana Silva

Personal organizer que adora soluções práticas para casa. Especialista em maximizar espaços pequenos com produtos inteligentes.

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