Microsoft: 90% dos adolescentes no Brasil já tomaram “ações defensivas” na internet
Pesquisa Global de Segurança Online da Microsoft envolve quase 15 mil jovens em 15 países, incluindo o Brasil
A décima edição da Pesquisa Global de Segurança Online da Microsoft chega para contar como meninos e meninas, junto de adultos, convivem com o ecossistema digital. O estudo foi realizado com quase 15 mil adolescentes (entre 13 e 17 anos) e adultos, distribuídos em 15 países, incluindo o Brasil, para mapear riscos, hábitos de uso e atitudes no dia a dia. Em conjunto, os resultados ajudam a entender o que é real, o que muda com a tecnologia e como crianças e jovens vão amadurecendo seu relacionamento com a internet.
Entre os principais destaques, o relatório aponta que a exposição aos riscos online voltou a crescer. Discurso de ódio aparece em 35% das situações relatadas, os golpes respondem por 29% e o cyberbullying figura em 23% dos impactos. No entanto, os adolescentes se mostram resilientes: 72% deles procuraram alguém para conversar ou contar o que aconteceu, sinal de que o canal de comunicação vem ganhando espaço na prática cotidiana.
Além disso, a preocupação com os danos causados pela inteligência artificial é um elemento presente em 91% dos respondentes, mostrando que a discussão sobre proteção e ética já faz parte do debate diário sobre tecnologia.
Quais dados a Microsoft colheu especificamente sobre o Brasil? Veja os números-chave do país:
- 63% dos entrevistados vivenciararam ao menos um risco online significativo no último ano;
- As três principais categorias de risco no Brasil são discurso de ódio (36%), violência gráfica e sangrenta do mundo real (28%) e golpes e fraudes online (27%);
- Os adolescentes se mostram mais atentos ao cyberbullying (36%), em contraste com outras gerações que priorizam fraudes e golpes;
- 81% dos jovens que vivenciaram algum risco buscaram ajuda, relataram ou conversaram sobre o ocorrido;
- Em relação a ações preventivas, 90% dos adolescentes tomaram atitudes como bloquear a ameaça ou fechar a conta.
“Ano após ano, a pesquisa conta a história de como os riscos digitais evoluem e qual é o impacto real sobre quem está do outro lado da tela. Em 2026, o chamado à ação é mais urgente do que nunca – a menos que a indústria ofereça experiências seguras, especialmente pensadas para cada faixa etária, os jovens podem perder o acesso à tecnologia”, afirma Courtney Gregoire, vice-presidente e diretora de Segurança Digital da Microsoft.
Para quem busca entender melhor o cenário, há também materiais complementares: dicas práticas para fortalecer a segurança online e explorar maneiras simples de reduzir riscos no dia a dia. O estudo aponta, por exemplo, caminhos simples para melhorar a proteção sem complicação, mantendo a navegação mais saudável e consciente.
No âmbito de frentes adicionais, a Microsoft também se aliou à Cyberlite para compreender como adolescentes de 13 a 17 anos interagem com inteligência artificial entre pares. Por meio de oficinas de co-design com estudantes na Índia e em Singapura, a empresa busca capturar as perspectivas dos jovens sobre os benefícios, riscos e aspectos emocionais da IA — insights que devem orientar recursos educacionais para jovens, pais e educadores. As primeiras etapas, realizadas em dezembro de 2025, revelam que os jovens veem a IA como um espaço sem julgamentos, mas reconhecem riscos de privacidade, dependência excessiva e erosão do pensamento crítico, que superam, em alguns aspectos, os conselhos inadequados.
Para quem quiser aprofundar, o relatório completo está disponível, com dados detalhados por país; no caso do Brasil, os números aparecem em inglês.