Nas redes, Michelle critica alegoria Sapucaí: Bolsonaro palhaço preso

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Nas redes, Michelle critica alegoria na Sapucaí de Bolsonaro como palhaço atrás das grades

Ex-primeira-dama reagiu às representações do ex-presidente em desfile da escola Acadêmicos de Niterói; desfecho com críticas de oposicionistas e presença de figuras públicas na folia.

No clima intenso do Carnaval carioca, Michelle Bolsonaro utilizou as redes para comentar a representação do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói na Sapucaí. A ex-primeira-dama chamou atenção ao denunciar, com tom histórico, que “quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva” — frase que, segundo ela, registraria um fato judicial, não uma opinião.

O enredo da escola, que desfilou no domingo, exaltou Lula destacando sua origem operária e momentos marcantes da política recente. Homenagens e críticas fizeram parte da apresentação: na comissão de frente, um ator caracterizado como Bolsonaro apareceu, seguido de uma cena em que ele ficou atrás de grades, gerando ampla repercussão nas redes e reação de aliados do ex-presidente. No entanto, o ex-presidente Lula acompanhou o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes e de ministros do governo.

Entre as presenças de destaque, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, esteve presente no evento, embora não tenha desfilado. A homenagem a Lula dividiu opiniões: além de Michelle, a oposição também reagiu com críticas. No X (antigo Twitter), o senador Flávio Bolsonaro acusou o presidente de usar dinheiro público para a homenagem a si mesmo. Já o ex-juiz e senador Sergio Moro fez uma brincadeira com a operação Lava Jato, dizendo que “faltou o carro da Odebrecht”, numa alusão aos desdobramentos da operação.

Na prática, o Carnaval deste ano funcionou como palco de debates políticos, misturando celebração com críticas e ironias. A apresentação, que buscou valorizar a trajetória de Lula, acabou reacendendo a polêmica sobre o tom político que o folclore da Sapucaí pode ganhar quando envolve figuras públicas em momentos de festa.

De um lado, o público que acompanha a cobertura viu a folia como espaço de memória e contexto histórico; de outro, quem prefere manter a festa longe de polêmicas políticas ouviu ressalvas sobre o peso dessas narrativas no Carnaval. Mas, no fim das contas, o episódio mostra como o Carnaval continua sendo uma arena de expressão democrática — onde leitura de fatos, sátira e emoção caminham juntas, no dia a dia da cidade.

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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