Marido de PM assassinada fala pela 1ª vez e diz que esposa surtou

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Marido de PM morta se pronuncia pela 1ª vez e diz que esposa “surtou”

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto comentou pela primeira vez o ocorrido envolvendo a soldado Gisele Alves Santana, encontrada morta com um disparo no apartamento que dividiam, no Brás, em São Paulo. Ele sustenta a versão de suicídio e nega qualquer responsabilidade.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto quebrou o silêncio para defender sua versão sobre a morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana. Em declarações veiculadas pela imprensa, ele afirma que a fatalidade decorreu de um possível surto por parte da vítima, alegando que “ninguém dá um tiro na cabeça se não estiver surtado” e repetindo que a esposa teria tirado a própria vida no apartamento que dividiam, no Brás, zona central de São Paulo. Segundo o oficial, ao sair do banho, encontrou Gisele caída, com ferimento na cabeça, e, mesmo dispondo do treinamento técnico para prestar primeiros socorros, não teve condições de agir por não dispor do equipamento adequado. Além disso, reiterou que não houve qualquer alteração na cena do crime e que prontamente acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para o resgate.

No decorrer da entrevista, Neto relatou ter passado mal após o episódio: apresentou queda de pressão arterial, precisou de medicação e chegou a ser orientado por um profissional de saúde sobre o risco de um possível AVC ou infarto. Em suas próprias palavras, ele voltou ao banheiro momentos depois de encontrar a esposa sem vida, mantendo que a situação o deixou indisposto. “Foi quando a gravidade do ocorrido se impôs e ele próprio relatou sentir-se mal”, descrevem as notas de apuração, sem perder o foco na defesa de que manteve a linha de não ter interferido na cena.

Ainda segundo o depoimento do militar, oscilações sobre o estado do banheiro aparecem em versões de quem esteve no local. Enquanto Neto afirma que o ambiente estava molhado, testemunhas consultadas no inquérito sustentam que o piso estava seco e que o chuveiro estava ligado ao tempo da ocorrência. O titular trouxe à tona que a demarcação da evidência, ao que parece, depende da posição de quem narra os fatos. Já sobre as marcas no pescoço da vítima, o laudo médico apontou indícios de estrangulamento, o que o oficial atribui a uma situação inesperada envolvendo a família — ele alega que a filha de Gisele, uma menina de apenas 7 anos, poderia ter tido qualquer participação durante uma caminhada em que a mãe carregava a menina.

Outro ponto que chamou a atenção envolve a limpeza do apartamento. Neto negou ter comunicado a terceiros a necessidade de três policiais para higienizar o local. Segundo ele, tais agentes teriam sido enviados pelo próprio comandante após o imóvel ter sido liberado. A versão contrasta com o relato da inspetora do condomínio, que afirma ter visto as policiais chegando para realizar a limpeza no mesmo dia da morte; de acordo com essa testemunha, Neto teria retornado ao apartamento para buscar pertences antes de seguir para São José dos Campos.

Durante a apuração, uma testemunha descreveu o comportamento do oficial no momento da intervenção inicial: ele, segundo esse relato, permaneceu no corredor do prédio, alternando conversas ao telefone com diálogo com os policiais. Quando se soube que a esposa ainda estaria viva, o militar teria comentado, ainda no tom de surpresa, “Ela não vai sobreviver”, frase que, se confirmada, acrescentaria novas camadas às versões já apresentadas.

Em resumo, o caso segue a tramitar pelas autoridades competentes, com as atentações voltadas a entender toda a dinâmica que se desenrolou naquele dia no Brás e a avaliar as inconsistências entre as declarações e as evidências encontradas no local. No dia a dia, leitores e curiosos questionam o que muda na prática quando aparecem contradições entre depoimentos e laudos — mas, por ora, o foco está em esclarecer os fatos sem adicionar novidades não comprovadas.

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Jornalista

Ana Martins

Designer de interiores apaixonada por achados acessíveis. Adora transformar espaços sem estourar o orçamento e compartilhar cada descoberta.

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