Com Márcio França ainda tentando candidatura em SP, número 2 do MDIC vira ministro
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Na tarde de sexta-feira, 3 de abril de 2026, o tabuleiro político ganhou uma indicação de peso. Márcio França, figura de destaque do PSB, saiu da estrutura do governo Lula para assumir o MDIC (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). Ele era cotado para ocupar a pasta no lugar de Geraldo Alckmin, mas, ao decidir não permanecer em nenhuma gabinete, o posto ficou com Mário Elias Rosa, que já atuava como secretário-executivo desde 2023. Vale lembrar que Rosa trabalhou com Alckmin no governo de São Paulo, tendo ocupado a função de secretário de Justiça entre 2016 e 2018.
No eixo da reforma ministerial que se desenha a poucos meses das eleições, Lula deixou claro que a ideia era priorizar os \”números 2\” das pastas — nomes que pudessem manter a máquina em funcionamento enquanto se consolidam disputas eleitorais. No dia a dia, essa leitura se traduz na busca por equilíbrio entre experiência e chances eleitorais, sem acenar com grandes alterações de rumo.
Quem é França, afinal? Ex-governador de São Paulo, ele chegou ao Ministério do Empreendedorismo em setembro de 2023, numa operação que o colocou entre as apostas do PSB. Anteriormente, dirigia o Portos e Aeroportos e foi substituído para abrir espaço ao Centrão na Fazenda de alianças do governo. A pasta do Empreendedorismo foi criada especialmente para acomodar França, já que a legislação que a instituiu foi sancionada em 2024, após aprovação de uma medida provisória.
Conforme acompanhamento da Broadcast, também fez parte da semana a exoneração de 16 ministros que pretendem disputar as eleições de outubro. Pela legislação eleitoral, quem ocupa cargo público e quer concorrer precisa deixar o posto seis meses antes do pleito, prazo que se encerra no próximo sábado, 4 de abril.
França ainda não traçou um papel definitivo nas urnas. A aposta atual é liderar o governo de São Paulo, apoiando Haddad em um eventual segundo turno. Além disso, o ministro sinaliza o desejo de concorrer ao Senado, mesmo com a pré-candidatura da ex-ministra Simone Tebet já anunciada, com a bênção do presidente. Tebet se filiou na semana passada, após quase duas décadas no MDB.
De outro lado, França não pretende concorrer à Câmara dos Deputados. Aliados o descrevem como líder forte no estado, com trânsito no interior e no eixo Centro, com potencial de captar parte do eleitorado do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
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