Maduro solicita rejeitar processo criminal nos EUA, briga de honorários

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Maduro pede rejeição do processo criminal nos EUA, alegando disputa sobre honorários advocatícios

O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro pediu a um juiz nesta quinta-feira que rejeitasse o processo de tráfico de drogas movido contra ele nos EUA, alegando interferência do governo americano na defesa ao bloquear o pagamento de seus honorários de advogados.

Em Nova York, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes em 5 de janeiro e seguem detidos enquanto aguardam o julgamento. A defesa sustenta que a medida do governo prejudica o direito a um advogado, previsto na Sexta Emenda da Constituição.

O advogado de defesa, Barry Pollack, afirmou ao juiz federal Alvin Hellerstein, que supervisiona o caso, que o Departamento do Tesouro havia concedido, em 9 de janeiro, uma exceção às sanções financeiras dos EUA contra a Venezuela para permitir que o governo venezuelano pagasse os honorários de Maduro, mas revogou essa autorização horas depois, sem explicação.

No documento apresentado nesta quinta-feira, Pollack argumenta que essa mudança interfere no direito de Maduro a um advogado e exige a rejeição das acusações. Ele ressaltou que não seria possível manter a representação sem o financiamento do governo venezuelano.

Por outro lado, uma porta-voz da Procuradoria de Manhattan não respondeu de imediato a pedidos de comentário. As autoridades afirmam que Maduro abusou de seu poder ao longo de 13 anos no cargo para favorecer traficantes de drogas.

Forças especiais dos EUA prenderam Maduro e a esposa durante uma operação noturna em Caracas em 3 de janeiro, após meses de pressão do governo americano para que o líder socialista renunciasse. Enquanto o caso avança em Nova York, o cenário volta a levantar questões sobre sanções, soberania e o equilíbrio entre poder executivo e defesa legal.

No dia a dia, como isso ressoa para quem acompanha o noticiário? No fim das contas, a discussão envolve não apenas uma acusação de tráfico, mas também a salvaguarda do direito ao devido processo e as implicações de decisões administrativas sobre o financiamento da defesa de alguém sob sanções internacionais.

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Jornalista

Fernanda Costa

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