Macho alfa e fêmea submissa: conversas do PM suspeito de matar mulher

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“Macho alfa” e “fêmea submissa”: mensagens do PM suspeito de matar mulher

Caso envolve agressões e controle em relacionamento entre militares

No cenário de casos que chamam a atenção, um oficial da Polícia Militar surge como protagonista de uma tragédia que envolve violência e dominação. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso em São Paulo, sob acusação de feminicídio, relacionado à morte da esposa, Gisele Alves Santana, também policial militar, encontrada morta a tiros no apartamento do casal.

Conforme a denúncia, o policial descrevia em mensagens dois dias antes do crime o tipo de relação que impunha à companheira, alinhado a uma visão de macho alfa e de uma fêmea beta obediente, sob a ideia de uma autoridade de macho alfa provedor e submissão feminina.

Essas escolhas expressivas aparecem associadas a um vocabulário frequentemente compartilhado em círculos pseudocientíficos, conhecidos como perfis red pill. A investigação aponta que esse repertório justificava, segundo o MP, um histórico de agressões, controle financeiro e humilhações — até chegar ao disparo, conforme a acusação, vindo das mãos do provedor.

De acordo com as apurações, o militar cobrava sexo em troca de quitar as contas da casa, isolava a companheira da família e, com a iminência de uma separação, quando ela finalmente decidiu romper a relação, acabou atirando contra a esposa e simulando um suicídio.

No dia a dia, casos como este reacendem debates sobre machismo, violência de gênero e o papel de comportamentos de controle que, disfarçados de “normais”, podem evoluir para violência grave. No fim das contas, a história serve como alerta sobre sinais de abuso presentes nos relacionamentos e a importância de buscar ajuda antes que a situação se agrave.

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Jornalista

Lucas Almeida

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