Lula sonda membros da ala lulista do MDB sobre a filiação de Pacheco para candidatura em Minas
O presidente articula movimentos partidários e avalia cenários para o interior do país, com foco na possível filiação do senador Rodrigo Pacheco ao MDB para disputar o governo de Minas Gerais.
O encontro ocorreu no Palácio do Planalto, nesta terça-feira, 24, e reuniu lideranças como o senador Renan Calheiros (AL), os ministros Renan Filho (Transportes) e Jader Filho (Cidades) e o governador do Pará, Helder Barbalho. O grupo do MDB avaliou a atuação da sigla nos estados e discutiu como poderia contribuir para as disputas regionais no dia a dia.
Ao tratar especificamente de Minas, Lula afirmou estar convencido de que Rodrigo Pacheco tende a concorrer ao governo e perguntou aos emedebistas como veriam a possibilidade de sua filiação. Os líderes do MDB disseram que seria uma honra receber o senador, mas destacaram que a decisão precisa respeitar acordos já firmados no estado para evitar atritos internos.
Hoje, o MDB tem como pré-candidato o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, com quem Pacheco já se reuniu recentemente. Por outro lado, o senador também é cotado dentro do PSB e desfruta de apoio de um bloco que comanda a União Brasil no estado, ampliando o cenário de negociação.
A avaliação interna é de que o MDB pode discutir a filiação, desde que Pacheco demonstre interesse real em ingressar no partido. Segundo uma das pessoas presentes, Lula também abriu o jogo sobre cenários em outras unidades federativas, como a Bahia, onde o governador Jerônimo Rodrigues deve disputar a reeleição, possivelmente sem manter a vaga de vice com o MDB, e em Alagoas, onde Renan Filho pode enfrentar disputa acirrada com o prefeito de Maceió, JHC.
O presidente não comentou sobre a hipótese de oferecer a vice-presidência ao MDB. Disse apenas que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deve viajar a São Paulo para discutir com o ex-ministro Fernando Haddad a formação da chapa estadual. Lula ainda afirmou que Alckmin pode concorrer ao Senado, mas destacou que a decisão caberá exclusivamente a ele.
Como fica a leitura final? No bastidores, o tema reforça a ideia de que alianças estaduais moldam o cenário nacional com mais força do que parece, mexendo na governabilidade e abrindo espaço para movimentos que podem mudar o mapa político nos próximos meses. E você, leitor, o que acha dessa costura para Minas e para o país?