Lula diz que 2026 será ano da comparação entre governo atual e passado

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Lula volta a dizer que 2026 será ‘ano da comparação’ entre seu governo e passados

O presidente afirma que 2026 será o momento da verdade, com comparações entre as gestões de Temer e Bolsonaro, em meio a entregas de moradias e críticas ao setor financeiro

No encontro realizado nesta sexta-feira, 23, em Maceió (AL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da formalização da entrega de 1,3 mil moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, marcando a expansão de uma das bandeiras sociais que acompanham seu governo. A cerimônia reuniu autoridades locais e reforçou o ritmo de ações habitacionais no estado.

Ao longo do discurso, Lula reforçou a narrativa de que chegou ao poder com o país desmantelado e ressaltou que os dois primeiros anos de gestão foram dedicados à reconstrução. Según ele, o governo anterior tinha como prática disseminar mentiras nas redes sociais, um ponto que ele utilizou para justificar a necessidade de um ano de avaliação mais rigorosa das ações realizadas até aqui.

No tom de quem coloca a experiência à prova, o presidente deixou claro o que espera de 2026, o ano das eleições presidenciais: “vamos comparar cada coisa que fizemos com os governos Temer e Bolsonaro”, citando como referência as áreas de infraestrutura e educação. No fim das contas, é sobre quem entregou mais estradas, universidades e institutos federais, afirmou, deixando a pergunta no ar para quem acompanha o cotidiano das políticas públicas.

Entre críticas implícitas a adversários, Lula também mencionou o caso do Banco Master, ao comentar que não é aceitável ver o pobre sacrificado em função de controvérsias envolvendo o empresário Daniel Vorcaro. O presidente questionou quem pagará a conta, citando o papel de grandes bancos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, em um comentário que estimulou debates sobre responsabilidade social e governança financeira.

Ainda no plenário, um participante gritou: “E tem gente que defende”. Lula aproveitou para reforçar seu ponto: “está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara neste país”, provocando reação entre presentes e ampliando a discussão sobre padrões éticos na política.

A oposição, por sua vez, voltou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para apurar possíveis fraudes associadas ao Banco Master. O novo líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse apoiar a criação da CPI, com o requerimento encabeçado por Carlos Jordy (PL-RJ). Além disso, o Movimento Brasil Livre (MBL) organizou uma manifestação, no dia 22, em frente à sede da instituição financeira em São Paulo, visando contestar decisões do STF na condução de casos ligados a Vorcaro, com faixas como “Vorcaro na cadeia”.

Em outra frente do mesmo encontro, o ministro das Cidades, Jader Filho, anunciou o atingimento da meta de contratar 2 milhões de moradias no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. Na prática, a cerimônia formalizou a entrega de 1.337 unidades por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), distribuídas nos empreendimentos Dr. Pedro Teixeira 1 e 2, Parque Lagoa e Diana Simon Duarte. Participaram da ocasião o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), além dos ministros Rui Costa ( Casa Civil), Renan Filho (Transportes), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Alexandre Padilha (Saúde) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral).

No conjunto de anúncios e declarações, a agenda parecia costurar políticas sociais com o vaivém político que acompanha o governo. No dia a dia, leitores podem observar como o tema de 2026 — alinhando obras, programas habitacionais e controles de gestão — deve moldar o debate público até as próximas eleições, com impactos diretos na vida de centenas de milhares de famílias que dependem de iniciativas como o Minha Casa, Minha Vida para ter moradia digna.

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Jornalista

Fernanda Costa

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