Lula: redes devem responder por discurso de ódio dirigido a mulheres.

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Lula: Redes digitais precisam ser responsabilizadas por publicação de discurso de ódio contra mulheres

O presidente defende que plataformas respondam por conteúdos criminosos e reforça o papel da sociedade na proteção de meninas e mulheres

Durante a 13ª Conferência dos Direitos Humanos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que as redes digitais devem responder pela circulação repetida de discurso de ódio e por incentivar a violência contra meninas e mulheres. Ele afirmou que não é aceitável que plataformas fingam não ter responsabilidade pelos conteúdos criminosos que aparecem em seus ambientes diários.

Ele destacou ainda que proteger a vida, a integridade física e a dignidade de meninas e mulheres não configura censura, e sim uma tarefa coletiva da sociedade brasileira — da qual as redes não podem se eximir. No discurso, ficou evidente a cobrança por uma atuação mais firme no combate a conteúdos nocivos veiculados online.

Vale lembrar que Lula ressaltou que liberdade de expressão não pode ser confundida com cumplicidade na prática de crimes hediondos. Além disso, enfatizou que é intolerável que publicações que incentivam feminicídios, estupros, agressões e outras formas de violência contra as mulheres permaneçam circulando sem qualquer tipo de moderação.

Na prática, o presidente informou que, na próxima semana, haverá uma reunião entre as principais autoridades das instituições brasileiras — incluindo representantes do STF, do STJ, do Senado, da Câmara, da Defensoria Pública e da Procuradoria-Geral da República (PGR) — com o objetivo de promover uma “inversão” do discurso em relação à violência contra as mulheres.

Ele complementou que a violência contra a mulher não é um problema para ser resolvido apenas pelas próprias mulheres, mas um desafio que depende do caráter dos homens que se sentem donos do mundo. A fala reforça a ideia de que mudanças de atitude no trato com o tema devem ganhar dimensão pública e institucional.

Essa posição marca uma resposta contundente ao momento atual de debate sobre moderação de conteúdo e proteção de públicos vulneráveis. No dia a dia, a mensagem aponta para uma convivência digital mais consciente, com impactos diretos na forma como as plataformas atuam e na responsabilidade social que recai sobre toda a sociedade.

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Jornalista

Fernanda Costa

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