Lula recebe Von der Leyen às vésperas da assinatura do acordo Mercosul-UE
Encontro no Itamaraty, no Rio de Janeiro, discute os próximos passos de um dos maiores acordos comerciais globais
Em um cenário de expectativa econômica e diplomática, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontra nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O encontro, previsto para as 13h, acontece no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, exatamente na véspera da assinatura do Acordo Mercosul-UE. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), a pauta deverá contemplar temas da agenda internacional e os próximos passos que conduzirão a parceria entre o Mercosul e a União Europeia.
No Brasil, o tom da conversa é de alinhamento e de clarificação institucional. Além disso, as duas lideranças devem, ao fim do encontro, compartilhar com a imprensa uma declaração conjunta para fazer o público entender o que está em jogo na prática. O ajuste fino de posições e prioridades é visto como essencial para o desfecho de um acordo que envolve várias economias e mercados.
- Encontro marcado para 13h no Itamaraty no Rio de Janeiro;
- Representação do Brasil no ato ficará com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira;
- A assinatura do Acordo Mercosul-UE se aproxima, após a aprovação da UE em 9 de janeiro, com ressalvas de cinco países (França, Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda).
De acordo com o que já foi encaminhado pela Secom, a União Europeia aprovou o acordo em 9 de janeiro, por maioria qualificada, abrindo caminho para uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Ao todo, o acordo envolve 27 países membros da UE, e, quando implantado plenamente, deverá abranger uma população estimada em 720 milhões de pessoas. No entanto, não são poucos os pontos que pedem ajustes por parte de alguns Estados-membros, que apresentaram ressalvas antes da assinatura.
Na prática, o encontro no Itamaraty funciona como um aquecimento para o que está por vir: o ritmo de negociações e a curiosa expectativa de como o acordo poderá impactar o comércio, as cadeias produtivas e o dia a dia de quem consome. No fim das contas, o que fica é a impressão de que o Brasil busca consolidar uma posição estratégica no cenário global, ao lado de parceiros importantes, sem perder a própria linha de atuação diplomática.
O clima é de negociação avançada, com o olhar voltado para o que o Mercosul e a União Europeia irão concretizar nos próximos meses. E você, leitor, fica sabendo que o tema está no centro dos próximos passos do comércio internacional: é ali, entre os bastidores de Brasília e as capitais europeias, que podem nascer novas oportunidades para empresas, trabalhadores e famílias.