Lula planeja encontro com Trump nos EUA em março, olho no olho

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Lula diz que pretende se encontrar com Trump nos EUA em março para conversa ‘olho a olho’

O presidente confirmou a ligação telefônica com o líder americano e abriu a porta para reunião presencial em Washington, destacando a relevância de discutir relações entre Brasil e Estados Unidos, além de tratar da soberania venezuelana.

Em uma comunicação divulgada nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ter conversado por telefone com Donald Trump e adiantou que planeja viajar a Washington em março para um encontro presencial. As duas maiores democracias ocidentais devem, segundo Lula, manter o foco em cooperação diplomática e econômica, buscando um diálogo direto entre os dois chefes de Estado para alinhar caminhos que fortaleçam as relações bilaterais, olhando olho a olho um para o outro.

Lula detalhou que a agenda deve se concentrar em fortalecer vínculos entre Brasil e EUA, apontando que, no início de março, ele vai até a capital americana para uma conversa franca com Trump. “Espero marcar com o presidente Trump. No começo de março, vou fazer uma viagem a Washington, porque os Estados Unidos e o Brasil são as principais democracias do Ocidente. Dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro para que possamos discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou o petista em tom direto com a imprensa.

No discurso, ele ampliou o sentido dessa aproximação: a prática de diálogo entre as nações deve servir para consolidar cooperação em áreas estratégicas, estimular o multilateralismo e, principalmente, acelerar o crescimento das democracias — algo que, segundo Lula, melhor atende às expectativas da população. Além disso, o presidente ressaltou que o objetivo é devolver a normalidade aos vínculos entre Brasil e Estados Unidos, mantendo um tom responsável e aberto a soluções conjuntas.

Outro tema ganhou espaço na conversa: a relação entre Brasil e Venezuela. Lula afirmou que a soberania venezuelana precisa ser respeitada e que Trump não deve se intrometer em assuntos internos do país vizinho. “É importante que o presidente Trump permita que a Venezuela possa cuidar da sua soberania. Tudo está muito recente; precisamos manter a paciência, porque quem encontra soluções para o povo venezuelano é o próprio povo venezuelano. Não será o Brasil, nem os Estados Unidos, será a Venezuela”, comentou. Na prática, a mensagem é de que qualquer intervenção externa deve dar espaço às decisões do povo venezuelano.

O chefe de Estado brasileiro também mencionou que não entrou em detalhes sobre os bombardeios na região ou o sequestro do ex-presidente Nicolás Maduro, reconhecendo que os acontecimentos são recentes e complexos. Em vez de entrar em temas quentes de imediato, Lula sinalizou um enfoque mais amplo: manter o diálogo aberto, fortalecer alianças multilaterais e buscar caminhos que permitam aos países democráticos crescerem de forma sustentável.

Entre as constatações, ficou claro que a visão de Lula para o momento é de reforçar a cooperação multilateral, com a esperança de que as democracias ganhem espaço para enfrentar desafios econômicos nacionais e regionais. No dia a dia, isso se traduz na defesa de acordos que beneficiem o comércio, a inovação e a participação cidadã, sempre com a credibilidade de uma agenda de paz e equilíbrio regional.

No fim das contas, o anúncio de uma possível viagem a Washington em março e o tom de conversa olho no olho sinalizam uma tentativa de reconfigurar o fluxo de relações entre Brasil e Estados Unidos, ao mesmo tempo em que asseguram espaço para a soberania de outras nações vizinhas. Para o leitor comum, a mensagem é simples: os próximos passos dependem de diálogo firme, respeito às autonomias nacionais e a busca por soluções compartilhadas que promovam estabilidade e prosperidade para a região.

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Jornalista

Fernanda Costa

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