Lula encontra CEO do Google durante a Cúpula de IA na Índia

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Lula encontra CEO do Google durante Cúpula de IA na Índia

A Índia recebe desde segunda-feira (16) a Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial 2026. O encontro segue até sexta-feira (20), em Nova Déli.

Na capital indiana, o evento reúne ao longo de cinco dias representantes de alto nível — presidentes, primeiros-ministros, executivos de tecnologia, pesquisadores e líderes da sociedade civil — para debater o futuro da IA, com foco em segurança, governança e cooperação global. No dia, o presidente Lula discorreu sobre a parceria com o ecossistema tecnológico e, no periflo social das redes, destacou um encontro com Sundar Pichai, CEO do Google, a pedido dele, durante a Cúpula.

Segundo o líder brasileiro, o Google sinalizou a relevância do Brasil para a estratégia da empresa, citando investimentos no país, a abertura do Centro de Engenharia em São Paulo e ações de infraestrutura em parceria com o setor público. Em linhas gerais, foi apresentada a visão brasileira para IA, com ações de governo em serviços públicos digitais, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e o cronograma para atrair investimentos em datacenters. Também foram tratadas as pessoas, com atenção aos riscos da IA para meninas e mulheres, além da proposta de um marco regulatório em debate no Congresso Nacional.

O Google comunicou o compromisso de aprofundar a cooperação com o governo brasileiro e ampliar as atividades com o setor privado no país. Durante o discurso, Lula reforçou que a tecnologia carrega dois lados: toda inovação de grande impacto traz oportunidades, mas também desafios éticos e políticos que precisam ser enfrentados. “A dualidade da IA exige responsabilidade e governança”, resumiu ele.

Em tom de comparação com outras grandes revoluções, o presidente mencionou a IA como capaz de impulsionar a produtividade em indústrias, serviços públicos, saúde, segurança alimentar e energia, ao mesmo tempo em que pode gerar riscos, como uso de armas autônomas, discurso de ódio, desinformação, exploração de conteúdos inadequados e impactos no trabalho. Ainda segundo Lula, conteúdos manipulados por IA podem distorcer eleições e colocar em risco a democracia.

Regulamentação das big techs foi outro ponto destacado pelo presidente. Ele enfatizou que os algoritmos estão no coração de uma estrutura de poder e que, sem ações coletivas, a IA pode ampliar desigualdades históricas, com dados e infraestrutura cada vez mais concentrados em poucos países e empresas. Em síntese, a defesa é de um marco que proteja direitos humanos, integre a informação com integridade e proteja a indústria criativa nacional.

Além disso, Lula questionou o atual modelo de negócios de grandes plataformas, que, segundo ele, depende da exploração de dados pessoais, da renúncia à privacidade e da monetização de conteúdos provocadores que ampliam a radicalização política. O regime de governança que o Brasil defende, afirmou, deve reconhecer trajetórias nacionais diversas e assegurar que a IA fortaleça a democracia, a coesão social e a soberania dos países.

Entre os destaques, valem os novos passos para a infraestrutura de IA no Brasil e a busca por uma governança responsável que acompanhe a evolução tecnológica sem perder de vista a proteção aos cidadãos. No dia a dia, isso se traduz em utilidade prática para serviços públicos mais eficientes, maior transparência e oportunidades para o ecossistema local de tecnologia e inovação.

  • Impactos positivos da IA na produtividade e nos serviços públicos
  • Compromissos de investimento e inovação no Brasil
  • Necessidade de regulação para proteger direitos e a indústria criativa

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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