Lula e Eduardo Bolsonaro comentam ataque dos EUA à Venezuela; veja

Ouvir esta notícia

Lula e Eduardo Bolsonaro reagem ao ataque dos EUA à Venezuela; veja

Presidente brasileiro repudiou ação americana; Eduardo Bolsonaro celebrou queda de presidente venezuelano.

O Lula da Silva, líder do PT, manifestou repúdio veemente ao ataque militar promovido pelos Estados Unidos contra a Venezuela, ocorrido na madrugada deste sábado, cerca de sete horas depois da operação que resultou na detenção do presidente Nicolás Maduro. Em tom firme, ele sinalizou que ações como essa violam a soberania venezuelana e criam um precedente perigoso para a ordem internacional.

Em postagens feitas na rede social X, o presidente afirmou que bombardeios em território venezuelano e a captura de Maduro passam de uma linha aceitável, configurando uma afronta gravíssima à soberania do país e um marco arriscado para a comunidade global. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, registrou na mensagem.

Segundo o relato, Caracas foi alvo por volta de duas horas da madrugada, horário local, marcando o início de uma operação que provocou impactos consideráveis na capital venezuelana. Lula ressaltou que a posição brasileira sempre rejeitou o uso da força, lembrando que essa atitude remete aos piores momentos de interferência na política regional e ameaça transformar a região em uma zona de instabilidade.

Na visão do presidente, a comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma contundente a esse episódio. O Brasil reiterou a disposição de promover o diálogo e a cooperação para buscar a via diplomática diante da crise.

Do outro lado do mapa, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, foi mais contundente, celebrando os ataques e sugerindo que eles enfraqueceriam o Foro de São Paulo, a aliança que reúne partidos e movimentos de esquerda na região. “O regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo. Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro (presidente da Colômbia) e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis, anotem. Viva a liberdade!”, escreveu em sua conta no Instagram.

Entre as vozes premiadas pela polarização, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também se manifestou, chamando a operação de “aviso para poderosos da América do Sul” e apontando que a ação representa o que, na visão dela, seria o início do fim do regime venezuelano, que, segundo seu relato, teria prejudicado a população por décadas. Ela descreveu a ofensiva como uma mensagem para regimes alinhados ao narcotratador venezuelano, sem citar países específicos.

Saindo do campo político, o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou a ação por meio da rede Truth Social, afirmando que houve um ataque de grande escala contra a Venezuela e que Maduro foi capturado, junto com a esposa, retirado do país por via aérea. Trump prometeu mais detalhes em breve e anunciou uma coletiva para as 11h locais, em Mar-a-Lago, na Flórida. A narrativa ganhou contornos dramáticos com relatos de explosões, fumaça e quedas de energia em Caracas.

Moradores e jornalistas associaram o episódio a relatos de explosões na base aérea de La Carlota e em áreas próximas, com imagens de veículos e aeronaves em baixa altitude; houve registros de interrupções no fornecimento elétrico em várias zonas da cidade. Em meio a esse turbilhão de informações, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou a ação nas redes e lembrou que o SUS de Roraima já recebe impactos pela proximidade com a Venezuela, incluindo fluxos migratórios que fortalecem o sistema de saúde local.

De forma oficial, o chanceler venezuelano, Yván Gil, informou que conversou com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, que condenou o ataque como agressão injustificada. A boa convivência entre as nações vizinhas ficou marcada pela reafirmação de condenação às ações, conforme destaca Gil em mensagens oficiais.

Em síntese, o momento convoca leitores a acompanhar os desdobramentos com atenção: mudanças no cenário regional podem redefinir relações, segurança e economia para o dia a dia de quem vive na região. O sentimento é de cautela e observação, ao mesmo tempo em que se mantém a esperança de que o diálogo e a cooperação voltem a predominar nos próximos passos.

O que achou deste post?

Jornalista

André Santos

AO VIVO Sintonizando...