Lula afirma estar no auge político da Presidência e da relação com parlamentares
Presidente diz que vive o melhor momento político, revela boa condição física aos 80 e reforça engajamento de aliados para as eleições de 2026
No tom de quem faz um balanço com leveza, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira, que atravessa uma fase considerada a mais favorável do ponto de vista político, marcada pela sintonia com colegas parlamentares de diferentes matizes. Em Salvador (BA), durante a entrega de ambulâncias e equipamentos do Novo PAC Saúde, Lula abriu o discurso destacando que a relação com os aliados está sólida, sem antagonismos aparentes no Congresso — “não tenho inimigos”, brincou, para deixar claro que qualquer inimizade seria opcional e escolha de quem a faz.
Além disso, o chefe do Executivo trouxe à tona uma visão de vida saudável, comentando sua condição física aos 80 anos. Contou que, quando foi eleito pela primeira vez, no distante 2003, já enfrentava cansaço em atividades simples da rotina. Hoje, segundo ele, a energia é diferente: caminha na esteira a 6 km/h, com uma inclinação de 5 graus, e mantém a musculação como parte de uma meta ambiciosa de continuar ativo por muito tempo.
“Tenho 80 anos e me sinto em condição muito melhor do que no passado”, afirmou, acrescentando que pretende viver até os 120 anos. A narrativa não ficou apenas na saúde: no cerne de seu discurso, Lula fez um apelo claro aos prefeitos e aos militantes aliados para que se empenhem na corrida eleitoral deste ano em prol de sua agenda. No dia a dia, ele descreveu a batalha que enxerga pela frente como uma etapa da chamada “verdade contra a mentira” e do “bem contra o mal”.
No conteúdo da fala, ficou explícito o objetivo de calibrar a campanha com comparações entre o que aconteceu no país após o impeachment, o que ocorreu nos três anos de governo Temer e o que se passou nos quatro anos sob o comando de Jair Bolsonaro. O presidente sinalizou que pretende enfatizar, em cada área, quem teve maior aproximação com prefeitos e gestões municipais, destacando que o foco não é o partido do gestor, mas o bem-estar das cidades e a eficácia de seus projetos.
No fim das contas, a mensagem para o eleitor é simples e direta: este ano não é apenas sobre escolhas partidárias, mas sobre a maneira como cada cidade pode se beneficiar de ações que estejam alinhadas com esse “momento” que Lula descreve como decisivo para o futuro do País. Mas o que isso muda na prática? A ideia é justamente comparar trajetórias, resultados e impactos locais para que o eleitor tenha uma leitura mais clara sobre quem está das mãos da cidade, quem dialoga com as comunidades e quem entrega números que realmente importam.