Lula diz que é preciso agir para evitar agressores no feminicídio

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Compromisso público contra a violência: Lula convoca ações concretas durante ato de enfrentamento ao feminicídio

O presidente afirmou que pela primeira vez homens assumem responsabilidade pela defesa da mulher e citou medidas do governo para punir agressores e apoiar as famílias

No Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, com as principais autoridades do país para acompanhar o lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. O ato, que reuniu representantes dos Três Poderes, colocou em destaque o compromisso público com políticas de prevenção, proteção e responsabilização contra a violência de gênero.

Lula reforçou que, pela primeira vez, os homens estão assumindo responsabilidade pela luta em defesa da mulher. Em tom firme, ele destacou a parceria entre governo, sindicatos e trabalhadores para enfrentar o problema que persiste em cidades brasileiras. A fala enfatizou que a defesa das mulheres não deve se restringir a datas marcadas no calendário; é uma pauta cotidiana que exige atuação contínua de diferentes setores da sociedade.

Durante o discurso, o presidente ressaltou também o papel da Advocacia-Geral da União (AGU), que acionou a justiça para punir quem comete violência contra mulheres. O objetivo é, de forma prática, obrigar o agressor a arcar com a pensão do filho até os 21 anos. “Não foi a primeira vez que houve ações, mas foi a primeira em que o governo assumiu a responsabilidade de reivindicar a punição econômica e, graças a Deus, recebeu a vitória”, afirmou Lula, destacando um avanço institucional importante para a proteção de vítimas e de seus familiares.

Em seguida, o líder federal deixou claro o compromisso com ações que vão além de palavras. “É preciso lutar para que não haja agressores” e “Não basta não ser agressor, é preciso lutar para que não haja agressores”, proferiu ele, lembrando que cada cidadão tem um papel na transformação cultural. “Cada homem neste país tem uma missão.” Ele citou exemplos simples, da convivência do dia a dia, para ilustrar como mudanças começam em pequenos gestos: amigos, primos, tios, vizinhos, colegas de trabalho, companheiros privados e até parceiros de futebol, que precisam se engajar nessa jornada de respeito e proteção.

No que diz respeito à implementação prática, Lula apontou que o Estado continuará a aprimorar instrumentos de proteção, prevenção e acolhimento às vítimas. No fim das contas, a ideia é construir, tijolo por tijolo, uma sociedade menos permissiva com a violência e mais firme na defesa dos direitos das mulheres. Que esse movimento ganhe cada vez mais adesão no dia a dia e se torne permanente, não apenas esperado em datas especiais.

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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