Lula anuncia saída de Sabino do Turismo; União Brasil indica novo nome

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Lula anuncia saída de Sabino do Turismo e ala governista do União Brasil indicará novo nome, diz fonte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, ao final da reunião ministerial desta quarta-…

Em uma reviravolta que altera o cenário político, Lula confirmou que o ministro do Turismo, Celso Sabino, deixará o cargo. A escolha do substituto ficará a cargo da ala governista do União Brasil, que busca manter a base aliada mesmo diante de tensões internas, segundo relatos de pessoas presentes à roda de conversa no Palácio do Planalto.

Sabino foi afastado do União Brasil em dezembro, após decidir permanecer no cargo mesmo quando o partido rompeu com o governo. Disputas internas também ficaram explícitas, com ataques diretos ao presidente por parte de integrantes da sigla, incluindo o próprio presidente da legenda, Antonio Rueda. A dupla pressão pressionou pela saída, abrindo espaço para uma recomposição na pasta.

A saída antecipada, na prática, permitiria que Sabino concorresse ao Senado no estado do Pará já no início do próximo ano, por um partido ainda a ser definido, com o apoio do presidente. Entretanto, o ministro já havia sinalizado que queria terminar a organização da COP30 em Belém e, por isso, resistia à saída imediata quando o rompimento entre o partido e o governo se tornou público.

Mesmo diante da ruptura, o União Brasil pediu a prerrogativa de indicar um substituto para o cargo, e o Lula acabou acatando. A indicação deverá sair da ala governista da bancada na Câmara, com o Planalto querendo manter essa ala na base de apoio. O objetivo é preservar a linha de atuação pró-governo mesmo diante de desavenças internas.

Entre os nomes em circulação até o momento, o mais cotado é o de Gustavo Damião, filho do deputado federal Damião Feliciano (PB), que já ocupou o cargo de secretário de Turismo em seu estado. A expectativa é de que a indicação atenda ao perfil de alguém com experiência no setor, bem conectado às bases regionais e alinhado com a agenda do governo.

No dia a dia, a leitura é de que a articulação para emplacar o substituto envolve não apenas o Senado, mas também a continuidade de acordos que garantam apoio à pauta governista na Câmara. No fim das contas, a decisão deverá refletir uma tentativa de harmonizar interesses internos com a necessidade de manter a máquina pública funcionando de maneira estável, mesmo diante de mudanças de comando.

Para o leitor comum, a pergunta fica: o que muda na prática quando o novo nome assume? A resposta depende da relação entre a nova liderança e o Planalto, das prioridades do governo nas próximas semanas e da capacidade de manter a coalizão unida diante de eventuais divergências.

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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