Lula diz que ainda não pode pensar nas eleições, mas que vai dar ‘surra’ na extrema direita
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 19, que ainda não pode pensar nas eleições de 2026 porque precisa “trabalhar”. Mesmo com essa cautela, ele deixou claro que pretende enfrentar de frente a extrema direita e citou avanços do governo nos últimos três anos.
Durante uma reunião entre o líder do Executivo e ministros, Lula reforçou que o foco atual é o trabalho diário. “Eu ainda não posso pensar porque tenho que trabalhar. Mas deixa eles pensarem, e, quando quiserem, venham, porque vamos dar uma surra em quem se meter a achar que a extrema direita vai voltar a governar esse País”, disse o presidente, destacando que manterá o ritmo de atuação mesmo diante do debate sobre o futuro eleitoral.
Para situar o leitor no dia a dia da gestão, Haddad acompanhou Lula na cerimônia de Natal do ExpoCatadores, em São Paulo. No encontro, o governo abriu espaço para a participação de ministros como candidatos em 2026, ressaltando que o próximo ano pode se tornar a “hora da verdade” para a política nacional. No evento, foram anunciadas iniciativas de incentivo à coleta seletiva e ao setor de catadores de recicláveis, com destaque para ações da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) para apoiar o segmento.
- Iniciativas da Caixa Econômica Federal para catadores
- Medidas do Ministério da Gestão e Inovação para o setor
Nesta linha, Lula repetiu uma ideia que vem marcando seus discursos nos últimos tempos: muito dinheiro nas mãos de poucos pode significar pobreza, enquanto o dinheiro nas mãos de muitos, traduzido para políticas públicas e oportunidades, tende a gerar riqueza para a sociedade como um todo. No tom de quem celebra avanços, o presidente citou que o governo conseguiu aprovar “99% de tudo” que desejava nos últimos três anos, uma leitura que, segundo ele, expressa gratidão ao Congresso diante das dificuldades típicas do cenário político brasileiro.
No balanço, a mensagem central é clara: manter o foco no trabalho diário, preparar as alianças para o futuro e, ao mesmo tempo, enfatizar conquistas concretas para a população. E, no dia a dia, essa combinação de promessa e resultado é o que costuma manter a pauta pública em movimento, sem grandes splashs, mas com ritmo constante. Mas o que isso muda na prática para quem acompanha o dia a dia de perto?
Para quem está de olho nas mudanças, fica a impressão de que o governo pretende manter a agenda de inclusão social, ao mesmo tempo em que avança em setores que impactam diretamente a vida das pessoas, como o reforço a catadores de reciclagem e a manutenção de um discurso de defesa de políticas públicas estáveis e previsíveis.