Lula: 25 anos de sofrimento e tentativa de acordo — encontro Leyen

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‘Foram 25 anos de sofrimento e tentativa de acordo’, diz Lula após encontro com Ursula von der Leyen

Presidente destacou a demora para a conclusão do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia e defendeu que medida ‘vai além da dimensão econômica’

O presidente Lula recebeu nesta sexta-feira, 16, a Ursula von der Leyen, líder da Comissão Europeia, na véspera de um marco histórico: a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. A reunião, ocorrida no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, teve início perto das 14h e ganhou pontos de convergência com uma declaração conjunta onde os dois lados falaram sobre o caminho percorrido e os próximos passos.

Lula sublinhou a longa espera pelo fechamento do tratado, destacando que se trata de um processo com “25 anos de sofrimento e tentativa de acordo”. Segundo ele, o resultado é fruto de uma parceria baseada no multilateralismo e, no conjunto, representa mais do que simples números: é a aposta em abrir caminho para crescimento econômico e para a reindustrialização do Brasil. “Foi assim que apresentei a retomada das negociações: alinhá-las aos objetivos de promoção do crescimento econômico e da reindustrialização do país”, afirmou o presidente, lembrando o longo esforço de todos os envolvidos.

No dia a dia das negociações, a abordagem foi reiterada como uma parceria que vai além da dimensão econômica. A UE e o Mercosul estariam buscando não apenas vantagens comerciais, mas também padrões elevados de direitos trabalhistas, defesa do meio ambiente e respeito à democracia e ao Estado de Direito. Em meio aos sinais de avanço, Lula manteve a leitura de que diálogo e cooperação devem servir como pilares para a relação entre os blocos, em sintonia com valores compartilhados.

Em tom elogioso, a Von der Leyen agradeceu o papel de Lula nas negociações. Ela declarou que o acordo representa uma conquista de uma geração inteira, destacando que, ao longo de mais de duas décadas, numerosos negociadores e seus líderes trabalharam com perseverança para chegar a este momento. “Ele agora foi concluído e é uma vitória de uma geração inteira”, afirmou a presidente da Comissão.

Durante a coletiva, a dirigente europeia reforçou a ideia de que Portugal>, MS e demais nações envolvidas mantêm um compromisso firme com democracia, Estado de Direito e proteção de direitos humanos, bem como com padrões ambientais. Ela enfatizou ainda que o acordo traz um legado de cooperação que envolve não apenas o comércio, mas também a responsabilidade compartilhada com o planeta.

Quanto à cerimônia de oficialização, Lula não participará do ato. A representação brasileira ficará a cargo do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que conduzirá a participação do Brasil na assinatura do texto. No conjunto, o tom foi de confiança em uma conclusão histórica que pode abrir novas oportunidades para empresários, trabalhadores e comunidades nos dois lados do Atlântico.

No fim das contas, a assinatura desta parceria tende a reconfigurar relações e abrir espaço para debates mais aprofundados sobre cooperação, padrões de produção e governança. E para o leitor, fica a pergunta: como essa aliança pode impactar o dia a dia da economia brasileira e as relações com parceiros internacionais? Mas, seja qual for o desfecho, o momento guarda uma mensagem clara: o diálogo aberto e a busca por consenso continuam a moldar o caminho de um Brasil mais integrado ao mundo.

  • Compromisso com o crescimento econômico e a reindustrialização do Brasil
  • Valorização de democracia, Estado de Direito e direitos humanos
  • Ampliação do diálogo político e da cooperação entre Mercosul e União Europeia
  • Conquista destacada como benefício de uma geração inteira, segundo Von der Leyen

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Jornalista

Fernanda Costa

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