Oito jogos de anime com mais popularidade que a série original

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8 jogos de anime que são mais famosos que a série original

Para fãs de consoles clássicos como o Super Nintendo, é comum descobrir títulos que, sem grande alarde, ultrapassaram a própria obra de origem. Abaixo, exploramos oito jogos baseados em anime cuja notoriedade ganhou peso na prática, mesmo quando a série de origem era pouco conhecida.

No Japão, a relação entre mangá, anime e games é tão firme que as adaptações entre mídias acabam ganhando vida própria. Além disso, quando uma obra passa a encontrar espaço em diferentes formatos, pode ganhar popularidade internacional que ultrapassa a da série original. Nesse contexto, alguns jogos acabam entrando para a memória afetiva dos jogadores, enquanto o anime fica apenas como referência. É o que mostra a lista a seguir, com oito exemplos em que o game se destacou mais que o anime que o originou.

Jungle no Ōja Tar-chan: Sekai Manyū Dai Kakutō no Maki — Plataformas: Super Nintendo. Trata-se de uma paródia de Tarzan, ambientada em um anime de comédia e ação pouco conhecido fora do Japão. O jogo é um platformer 2D lado a lado, em que o jogador assume o papel do poderoso Tar-chan para enfrentar inimigos e superar desafios. Curiosamente, o título acabou abrindo caminho para uma lembrança mais viva do que a série original entre os fãs de retrogaming.

Nankoku Shōnen Papuwa-kun — Plataformas: Super Nintendo. Aqui, quem conhece o anime pode estranhar: no game, o protagonista controlado é Shintaro, nãoPapuwa. A obra acompanha Papuwa, um garoto de força incrível que vive em uma ilha repleta de animais falantes e pedras místicas. O jogo é elogiado pela jogabilidade 2D de ação e pela estética simples, consolidando-se como uma referência do SNES para muitos colecionadores. Além disso, o mangá de Papuwa é assinado por Ami Shibata, a mesma criadora de Bucky, que já teve anime exibido no Brasil.

Tag Team Match: M.U.S.C.L.E. — Plataforma: Nintendo NES. O universo de Kinnikuman é histórico no Japão, com influência e sucesso reconhecidos, ainda que não tenha atingido o mesmo impacto internacional. O game de luta para NES reuniu personagens icônicos como Kinnikuman, Ramenman, Terryman e Robin Mask, oferecendo combates que marcaram época e ajudaram a manter a memória da série viva entre os fãs mais antigos.

Mamono Hunter Yohko: Dai 7 no Keishō — Plataforma: Mega Drive. Pouco conhecido entre o público de hoje, o anime Devil Hunter Yohko tem o seu jogo de plataforma side-scrolling conhecido entre quem jogava na era 16 bits. Yohko, a jovem caçadora de demônios, enfrenta hordas de inimigos com uma espada afiada, em uma experiência que acabou ganhando mais notoriedade no meio retrô do que a própria série televisiva.

Kishin Douji Zenki – Battle Raiden — Plataforma: Super Nintendo. A linha Zenki, baseada no mangá homônimo, é de nicho no ocidente e nunca teve exibição no Brasil. No entanto, o jogo para SNES é lembrado com carinho: é um platformer que alterna entre a forma infantil (Chibi) e a forma demoníaca adulta do herói, explorando ataques com um bracelete mágico para enfrentar monstros gerados pelas sementes da deusa Karuma. Na prática, o título ficou mais difundido entre os fãs do país do que o próprio anime por aqui.

Ghost Sweeper Mikami: Joreishi wa Nice Body — Plataforma: Super Nintendo. Outro exemplo de obra não exibida oficialmente no Brasil, Ghost Sweeper Mikami virou referência entre os jogadores brasileiros justamente pelo jogo de SNES. A história acompanha Reiko Mikami, uma exorcista ambiciosa, e o game é um plataformas lateral em que a protagonista usa seu báculo mágico para vencer inimigos e coletar itens, consolidando uma memória forte entre quem vivenciou o SNES.

Magical Taruruto-kun — Plataforma: Mega Drive. Baseado no popular mangá da Weekly Shōnen Jump, a aventura de Taruruto é uma comédia que dificilmente obtém a mesma visibilidade no Brasil que o jogo para Mega Drive. Desenvolvido pela Game Freak, o título é uma clássica plataforma 2D de deslocamento lateral, onde Taruruto usa uma caneta mágica para dar vida a objetos e usá-los como armas contra adversários, enriquecendo a experiência nostálgica de quem curte o período.

Hameln no Violin Hiki — Plataforma: Super Nintendo. Lançado apenas no Japão pela Enix, esse jogo é conhecido entre os fãs brasileiros de SNES por seu humor peculiar e pela proposta criativa. Em Hamel, você controla um rapaz que empunha um violino como arma, acompanhado por uma personagem feminina que pode ser arremessada para frente e vestida com diferentes fantasias ao longo da jornada. No Brasil, a obra se tornou mais comentada que o mangá ou a própria adaptação do anime, alimentando a curiosidade dos nostálgicos.

No fim das contas, esses exemplos ilustram como o ecossistema dos jogos retrô guardava verdadeiras surpresas, algumas vezes superando a fama da obra original em determinados mercados. Além disso, mostram como plataformas clássicas podem preservar lembranças fortes de produções menos conhecidas, rendendo histórias curiosas para os aficionados por histórias que atravessam mídias. Então, fica a pergunta: você já explorou algum desses títulos e percebeu como a experiência do jogo pode complementar a memória da anime?

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Jornalista

Ana Martins

Designer de interiores apaixonada por achados acessíveis. Adora transformar espaços sem estourar o orçamento e compartilhar cada descoberta.

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