A cartada certeira de Lula para convencer Haddad a concorrer ao governo de SP
Pesquisas recentes indicam que petista terá duro embate com Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais
Prestes a deixar o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad sinalizou relutância, mas tudo indica que aceitará o pedido do presidente Lula e disputará o governo de São Paulo.
O substituto em questão deve sair da linha administrativa em breve, com Dario Durigan, hoje na secretaria-executiva, apontado como favorito para assumir o posto. Nos últimos meses, Lula avaliou várias opções para o estado, mas nunca escondeu que Haddad era o seu nome preferido para a corrida ao Palácio dos Bandeirantes.
O ministro resistiu às investidas do chefe, argumentando que preferia compor a equipe de campanha de Lula. No entanto, em conversas recentes, ficou claro que o presidente precisava dele para ter um palanque competitivo em São Paulo capaz de defender a candidatura à reeleição do chefe do Palácio do Planalto.
A cartada final, segundo apuração de bastidores, foi o cenário trazido pelas pesquisas que indicam um embate duro entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno. Esse recorte levou Haddad a entender que precisava colocar o bloco na rua para fortalecer o presidente junto ao eleitorado paulista.
A partir daí, o raciocínio passou a privilegiar a mobilização ampla em SP para sustentar o palanque presidencial, com Haddad atuando para ampliar o apoio local e oferecer consistência à estratégia de Lula no dia a dia da campanha.
- O papel decisivo de São Paulo no alinhamento entre governo e campanha;
- A possibilidade de Dario Durigan assumir o posto de Haddad;
- O peso das leituras de pesquisas que sinalizam o segundo turno disputado com Flávio Bolsonaro.
No fim das contas, a ideia é manter Haddad no eixo da estratégia de Lula, fortalecendo o palanque no estado e mantendo o ritmo de atuação para atravessar um cenário eleitoral cada vez mais competitivo.