Ibovespa cai no último pregão de fevereiro, fecha com alta acima de 3%

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Ibovespa recua no último pregão do mês, mas encerra fevereiro com alta de mais de 3%

Ibovespa e o real ganharam impulso com fluxo estrangeiro que viu o Brasil como destino principal entre emergentes

O Ibovespa fechou a sessão de sexta-feira, 27, em queda de 1,16%, recuando para 188,7 mil pontos. No saldo de fevereiro, porém, o índice registrou alta de 3,77%, consolidando ganhos expressivos no mês. O dólar também encerrou o pregão em baixa, cotado a R$ 5,13. No conjunto de fevereiro, moedas e ações foram impulsionadas por uma leitura de portfólios globais que apontou o Brasil como destino preferido entre os mercados emergentes.

Analistas destacam que esse movimento foi alimentado pela saída de dólares de outros patamares e pela percepção de que o país oferece melhor relação risco-retorno; além disso, a combinação de dólar mais fraco e incertezas sobre política comercial em cenários desenvolvidos ajudou a atrair fluxos para o Brasil. Isso ocorreu em um contexto em que o dólar perdia força e as expectativas sobre tarifas comerciais criavam volatilidade internacional, aponta Rhuan Palma, especialista em investimentos.

No cenário doméstico, o indicador de inflação oficial do Brasil, o IPCA-15, mostrou alta de 0,84% em fevereiro, sinalizando aceleração de preços. O resultado veio acima das expectativas e acentuou pressão especialmente em setores como educação. A leitura trouxe uma dose extra de volatilidade, mas a leitura prática é de que o recuo de hoje pode ser visto como um ajuste de preços, acompanhado de leve realização de lucros.

“Esse comportamento tende a persistir até que surjam novos gatilhos — internos ou externos — capazes de gerar um impulso mais relevante nos preços

Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram, em sua maioria, no terreno negativo. Santander (SANB11) liderou as perdas com -2,70%, seguido pelo Itaú (ITUB4) com -1,87%. O Banco do Brasil (BBAS3) caiu -1,21%, enquanto o Bradesco (BBDC4) apresentou leve valorização de +0,81%.

No dia a dia, o cenário indica que o dinamismo de curto prazo costuma oscilar conforme novas informações. No entanto, o conjunto de fatores — fluxo externo favorável, inflação em terreno de alta e volatilidade em ativos locais — sugere que o mercado pode manter o ritmo de recuperação desde que novas condições ajudem a sustentar os ganhos.

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Jornalista

Lucas Almeida

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