Hugo Motta: não crê que Trump queira intervir nas eleições do Brasil

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Hugo Motta afirma não enxergar interesse de Trump em interferir nas eleições brasileiras

Presidente da Câmara elogia o diálogo entre Lula e o governo dos EUA

Brasília recebeu a fala de Hugo Motta, líder da Câmara dos Deputados na base de apoio ao governo, que afirmou não acreditar que Donald Trump tenha a pretensão de interferir nas eleições brasileiras. O posicionamento foi compartilhado durante uma entrevista, em tom conciliador, em meio a questionamentos sobre o papel dos Estados Unidos no processo democrático brasileiro. Motta ressaltou que, na visão dele, o presidente brasileiro Lula tem conseguido manter um bom diálogo com o governo de Washington, especialmente depois das tarifas impostas ao Brasil.

As declarações aconteceram nesta segunda-feira, 9, durante participação na Rádio Metrópole, na Bahia. O deputado reforçou que o Brasil tem dialogado de modo produtivo com os EUA e que a postura do governo brasileiro tem mostrado firmeza na defesa de sua soberania. “O Brasil está bem posicionado nesse momento, e não vejo qualquer interesse por parte de Trump de influenciar as eleições brasileiras”, disse Motta, enfatizando que a relação entre Brasília e Washington tem-se pautado pela cooperação comercial e pela diplomacia.

No dia a dia, Motta acrescentou que o presidente Lula tem conseguido manter um fluxo de comunicação constante com o governo americano. Além disso, destacou que o Brasil tem buscado defender seus interesses e a soberania nacional, em um cenário de negociações que envolvem tarifas e acordos comerciais. “E esse diálogo vem se desenhando de forma positiva; o Brasil tem apresentado capacidade de negociação e de defesa da sua posição”, completou. Em outras palavras, o cenário para as relações Brasil–EUA, na visão dele, não indica interferência externa nas eleições.

Quanto à agenda internacional, Lula deveria viajar aos Estados Unidos ainda neste mês, mas a viagem ficou suspensa por conta de questões envolvendo o conflito no Irã, conforme relatório recente do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Fávaro mencionou aos jornalistas, nos bastidores do lançamento do programa Acredita Sebrae em Mato Grosso, em Cuiabá, que a trajetória de aproximação com os EUA permanece em aberto e que a agenda incluía, originalmente, a segunda quinzena de março. Ele também confirmou que as tarifas já aplicadas pelos norte-americanos seguem em pauta, com a expectativa de novas tratativas sobre temas de interesse comum entre os dois países.

No fim das contas, a leitura de Motta é simples: o Brasil está bem posicionado para manter um diálogo contínuo com Washington, preservando sua soberania e seus objetivos econômicos, sem abrir espaço para qualquer interferência externa no processo eleitoral. Assim, mesmo com contratempos diplomáticos, a esperança é de que as negociações em curso rendam frutos que fortaleçam o equilíbrio entre as duas potências, em benefício do país.

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Jornalista

Lucas Almeida

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