Sem Hideaki Anno, é isso que eu quero do novo Neon Genesis Evangelion

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Sem Hideaki Anno no projeto, é isso que eu quero do novo Evangelion

Projeto será escrito pelo criador de Nier: Automata

O clima entre fãs de Neon Genesis Evangelion ganhou novo impulso, mesmo sem confirmação oficial, com a notícia de um novo projeto da franquia em andamento, e a presença de mudanças notáveis no time criativo. A ideia é explorar um caminho diferente da fórmula conhecida, já que não haverá Hideaki Anno creditado no comando criativo inicial. No dia a dia, essa ausência é recebida com curiosidade: será que deixar o maestro original de lado abre espaço para uma leitura emocional ainda mais singular?

Entre os nomes ligados ao roteiro, o que já circula com fundamento é o de Yoko Taro, célebre por Nier: Automata e reconhecido por transformar grandes inspirações em experiências complexas. É irônico pensar que Evangelion, para ele, sempre constou entre as maiores motivações criativas. A ideia de vê-lo repensando a cidade de Tokyo-3 e seus enigmas já desperta a imaginação de quem acompanhou a obra na década passada e nos projetos que vieram depois.

No time de direção, aparece Kazuya Tsurumaki, que já ajudou a moldar obras marcantes do universo mecha, incluindo trabalhos relevantes de Gundam. A presença dele sinaliza um olhar fresco, capaz de equilibrar a nostalgia com uma abordagem contemporânea, sem abandonar a identidade visual e temática que tornaram Evangelion tão icônico.

Na prática, o que se discute é a possibilidade de um spin-off ou de um universo alternativo dentro da mesma atmosfera de Evangelion. Ainda sem uma sinopse oficial, os fãs passam a imaginar histórias que mantenham a inquietação emocional, uma das marcas registradas da franquia, mesmo que se distanciem da linha temporal original. A ideia é, claramente, explorar novas possibilidades sem copiar o que já foi feito.

Quanto à linha narrativa, muita gente comenta que há espaço para ver novas tramas em Tokyo-3, com EVAs que já conhecemos, ou quem sabe explicando de forma definitiva alguns pontos como o Segundo Impacto. Em outros cenários, pode haver uma releitura dos Rebuilds, com EVAs convivendo com Shinji e companhia sem o impulso dramático de aniquilação que marcou parte da saga anterior. Em resumo, o campo é amplo, e a proposta é justamente testar novas formas de impacto emocional sem perder a essência que atraiu o público.

Entre os fãs, as reações vão de entusiasmo cauteloso a previsões mais ousadas. Um amigo comentou que a novidade pode traduzir-se em uma “desgraça emocional” — o que, no fim das contas, já remete ao que Evangelion costuma oferecer: intensidade que fica no pensamento. Por outro lado, há quem aposte em uma continuidade ou em uma releitura dos Rebuilds onde os EVAs não sejam apagados para salvar o mundo, abrindo espaço para uma convivência entre personagens e criaturas em novas dinâmicas.

Apesar da indefinição, fica claro que há espaço para manter Shinji, Asuka e Rei em algum papel, mesmo que seja apenas como núcleo de lembranças ou como motor para novas tramas. O que importa, para o público, é que a essência da obra — aquele desgaste emocional que acompanha cada decisão — permaneça presente, ao mesmo tempo em que os criadores tragam novas camadas de reflexão sobre identidade, responsabilidade e o peso das escolhas.

Em síntese, o que se espera é um Evangelion que saiba respirar por si próprio: respeitando o legado, mas ousando caminhos ainda não explorados. Para quem acompanha a série, é uma oportunidade de ver como a franquia pode se reinventar sem perder o coração que a tornou inesquecível.

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Jornalista

Mariana Silva

Personal organizer que adora soluções práticas para casa. Especialista em maximizar espaços pequenos com produtos inteligentes.

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