Governo italiano apoia intervenção na federação de futebol

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Governo da Itália defende intervenção em federação de futebol

O ministro do Esporte propõe ao Coni avaliação de medidas para a FIGC após nova derrota da seleção

O ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, encaminhou ao presidente do Coni (Comitê Olímpico Nacional Italiano) a sugestão de que se considere, sob critérios técnicos, a possibilidade de intervir na FIGC (Federação Italiana de Futebol) após a seleção falhar novamente nas eliminatórias para a Copa do Mundo, pela terceira vez consecutiva.

Abodi, crítico da gestão da FIGC sob a liderança de Gabriele Gravina, afirmou que pediu ao chefe do Coni para avaliar “todas as vias técnicas cabíveis” para uma intervenção, já que podem existir os pressupostos para isso, segundo o ministro.

Gravina está no comando da federação desde 2018 e vive pressão para deixar o cargo após a derrota na repescagem europeia, nos pênaltis contra a Bósnia e Herzegovina. No entanto, a decisão sobre o futuro da liderança cabe ao Coni e ao conselho federal da FIGC.

Na prática, a pauta ganhou contornos de debate institucional: o Coni tem sido elogiado pelos resultados olímpicos recentes da Itália, que viu Milão e Cortina d’Ampezzo celebrarem conquistas expressivas, com participação histórica em Jogos de Inverno.

Pode-se acrescentar que, em 2024, em Paris, o país já tinha feito a melhor campanha olímpica de sua história, somando um total de 40 medalhas (12 de ouro, 13 de prata e 15 de bronze). Nesse cenário, as atenções se voltam para a maneira como a Itália pretende estruturar o futebol nacional, especialmente diante de resultados que não atingiram as metas desejadas no palco mundial.

Além disso, o grupo que compõe o Coni está prestes a se encontrar em Roma para uma reunião informal, com a participação de dirigentes das ligas da Série A, B e C, bem como associações de jogadores e treinadores. A expectativa é de que o conselho federal da FIGC se reúna na próxima semana para discutir o futuro de Gravina e os próximos passos da gestão.

No fim das contas, o tema reacende o debate sobre o equilíbrio entre autonomia da federação e supervisão externa, impactando não apenas a gestão esportiva, mas também o dia a dia das equipes, atletas e fãs que acompanham o futebol italiano com paixão.

  • Ponto-chave: Abodi sugeriu ao Coni que avalie caminhos técnicos para uma eventual intervenção na FIGC.
  • Contexto de liderança: Gravina, no cargo desde 2018, encara pressão para deixar o posto após o revés nas eliminatórias.
  • Próximos passos: encontro informal em Roma com representantes das ligas e associações para discutir o futuro da federação.
  • Coni e resultados olímpicos: o órgão tem sido reconhecido pelos êxitos recentes da Itália em Milão, Cortina d’Ampezzo e Paris 2024.

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Jornalista

Ana Martins

Designer de interiores apaixonada por achados acessíveis. Adora transformar espaços sem estourar o orçamento e compartilhar cada descoberta.

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