Governo corta mais uma parte das tarifas de importação que haviam sido elevadas neste ano
Medida envolve bens de capital, tecnologia e outros itens, com foco em reduzir custos para empresas e evitar impactos no dia a dia
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma nova rodada de cortes de Imposto de Importação, reverterando, entre outros pontos, altas de tarifas promovidas no início deste ano para bens de capital e de informática. Conforme o Ministério da Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 970 itens de capital, informática e telecomunicações terão as tarifas zeradas.
Desse total, 779 tiveram concessão ou renovação do benefício em decisão classificada pelo MDIC como rotineira. O restante refere-se justamente ao recuo promovido neste ano para mais de 1200 itens. Após reduzir a zero, em fevereiro, a cobrança sobre 105 desses produtos, o MDIC avançou com cortes para outros 191 itens. A medida ganhou adiantamento pela imprensa, na esteira de pedidos de empresas que afirmam não haver produção nacional equivalente para os produtos afetados.
As solicitações vão passar por análise do governo em um prazo de até 4 meses, podendo o benefício ser mantido após comprovação da ausência de substituto no mercado doméstico. O prazo para as empresas formalizarem pedidos fica aberto até 30 de março, mantendo a possibilidade de novas decisões sobre itens adicionais no futuro próximo.
Também na sessão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), o MDIC informou que as tarifas de medicamentos usados em tratamentos de diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia foram zeradas. Além disso, houve redução para fungicidas e inseticidas no manejo de pragas agrícolas; insumos para a indústria têxtil; lúpulo para fabricação de cerveja; e produtos destinados à nutrição hospitalar. No fim das contas, o movimento visa simplificar custos em setores estratégicos e evitar impactos diretos no bolso do consumidor.
Como fica na prática? No dia a dia, alterações desse tipo podem reduzir despesas de produção, refletindo em preços mais competitivos e em uma economia mais dinâmica. Mas a conta ainda depende de novas decisões e de como cada setor vai reagir diante desses cortes. Em tudo, o horizonte é de maior clareza para quem acompanha o ritmo das tarifas e seus impactos no comércio e na indústria.