Gil Lancellotti elogia a coragem de Virginia para sambar: ela não tinha experiência
Em entrevista ao Terra, atriz comenta sobre Virginia Fonseca, uma das figuras mais comentadas do carnaval carioca
No clima efervescente do carnaval, Giovanna Lancellotti não deixou passar em branco o feito de Virginia Fonseca, que enfrentou o desfile no Rio de Janeiro sem ter experiência prévia no samba. A atriz, que tem acompanhado de perto as movimentações do mundo das celebridades durante a folia, destacou a bravura da influenciadora em um momento em que o ritmo contagia gerações inteiras. No bate-papo com o Terra, Giovanna mostrou admiração pela determinação de Virginia e pela forma como encarou as críticas que surgiram no caminho, dando voz a uma leitura sobre coragem, foco e autoconfiança.
A gente sabe que o carnaval é palco de muitos aprendizados em tempo real, e para Virginia isso ficou ainda mais evidente. Ela enfrentou a avenida com a consciência de quem sabe o que quer, sem soar insegura ou insegura diante do olho público. A leitura de Giovanna não é apenas de fã: é de quem observa a disciplina necessária para manter a presença de uma escola na avenida, alinhando família, torcida e a camisa da agremiação. Foi esse conjunto que chamou a atenção da atriz, que ressaltou a importância de ver alguém tão jovem abraçar uma responsabilidade tão grande com garra e cabeça erguida.
Além disso, Giovanna aproveitou para falar sobre as aulas de samba que Virginia tem feito, destacando a participação de Carlinhos de Jesus no processo. Para quem acompanha o mundo da folia, Carlinhos é quase uma referência, um ícone que vai além dos passos. A atriz contou que, no ano anterior, Virginia iniciou esse trabalho com o mestre, que é conhecido por unir técnica e empoderamento em cada movimento. A conversa, segundo ela, não fica apenas nos passos do samba; trata-se de uma jornada de expressão corporal, autoconhecimento e uma postura de enfrentamento diante do público.
“Ano passado comecei com o Carlinhos. Ele é um ícone, uma diva”, resumiu Giovanna, destacando como as aulas — que vão muito além de ensinar coreografia — ajudam a construir a confiança necessária para desfilar. Ela enfatizou que o processo envolve muito mais do que o virtuosismo técnico: é sobre sentir o corpo, entender o espaço e projetar uma presença que comunique a personalidade da pessoa que está na avenida. Nesse sentido, Virginia aparece como alguém que equilibra técnica com autenticidade, algo que tem impacto direto na percepção do público.
Ao falar sobre o que Virginia representa para o carnaval, Giovanna ressaltou a forma como a influenciadora lida com críticas — uma combinação de foco, respeito à escola e dedicação à preparação. Em seu relato, fica claro que a coragem de Virginia não é apenas um ato de bravura, mas resultado de um trabalho diário, de uma construção de identidade que se revela no ritmo, no olhar e na atitude. E, no dia a dia, isso serve como inspiração para quem acompanha a folia, mostrando que é possível mergulhar de cabeça em um desafio mesmo sem um histórico extenso na modalidade.
Para quem está de olho na agenda cultural, vale notar o movimento das grandes capitais nesse carnaval. Além do Rio, São Paulo, Salvador e Recife já apresentaram programação de blocos, desfiles e encontros que prometem combinar entretenimento com oportunidades de participação popular. No fim das contas, o que fica é a sensação de que o carnaval continua sendo uma vitrine de diversidade, coragem e novas referências, onde cada história tem o seu cuidado e espaço para brilhar.
Seja pela coragem de Virginia, pela trajetória de Carlinhos de Jesus ou pela paixão de quem está na torcida, o carnaval segue conectando fãs, celebridades e leitores em uma mesma batida: a de quem celebra a alegria, o talento e a transformação que o samba provoca, na prática, no corpo e na vida de cada um.