Na França, Flavio Bolsonaro dispara contra Macron e diz que irá resgatar o Brasil
Senador diz ao canal ‘CNews’ que presidente francês vai ao Brasil ‘para tirar fotos abraçando árvores’ e que criticava Bolsonaro apenas por motivação ideológica
Em passagem pela França, o senador Flávio Bolsonaro elevou o tom contra Emmanuel Macron e questionou a prioridade da política ambiental do país na relação com o Brasil. No tom de quem se coloca como alternativa para 2026, ele deixou claro que não aceita maissee a continuidade de um governo que considera de esquerda e ressaltou que, na visão dele, Macron atua movido por motivações ideológicas ao discutir a gestão brasileira.
“Macron, quando vem ao Brasil, parece estar em missão de publicar elogios ao que chama de preservação, enquanto a crítica à nossa realidade aparece apenas para desqualificar o governo brasileiro”, disse o senador durante a entrevista. Além disso, ele arrancou risadas e pediu que o Brasil observe com c3cterina o que, na prática, envolve a relação entre as Nações quando há visitas diplomáticas que viram palco de declarações sobre meio ambiente.
Na entrevista à CNews, o parlamentar também citou o que chama de recordes de queimadas na Amazônia nos últimos três anos, associando as críticas de Macron a uma oposição política que se acende justamente no período em que Jair Bolsonaro esteve no governo. “As observações dele ganham outra leitura quando olhamos o contexto do Governo Lula e as decisões tomadas nesse intervalo”, afirmou, ressaltando que, para ele, o tom de Macron não se sustenta diante daquilo que chama de inação em relação a problemas estruturais no Brasil.
No retrato traçado por Flávio, o debate envolve ainda propostas para uma eventual disputa presidencial. Ele assegura que, caso entre em confronto com Lula, apresentará medidas para resgatar as instituições brasileiras, mencionando a chamada crise moral que, em seu entender, corrói a credibilidade nacional. Em tom pragmático, citou episódios como o escândalo do INSS e desvios bilionários envolvendo aposentadorias, defendendo que o país precisa de um resgate imediato para recuperar confiança externa e interna.
Além disso, o senador comentou a complexa pauta econômica do Brasil, lembrando que o país carrega uma das maiores cargas tributárias do mundo e, ainda assim, não oferece serviços com a qualidade desejada. Segurança pública e a sensação de proteção nas cidades foram destacados como temas centrais para o eleitor brasileiro no cenário atual, segundo ele, que vê nisso um campo essencial de recuperação de credibilidade institucional.
Não faltaram, no entanto, menções pessoais ao contexto político atual. Flávio aproveitou para falar sobre a prisão de seu pai, Jair Bolsonaro, associando-a a um que ele chamou de “ambiente de perseguição política” contra a oposição ao governo de esquerda. O senador comentou que o seu papel no Senado ajudou a atravessar esse período, ainda que reconheça resistência: parte do Senado teria visto com cautela o início de um possível processo de impeachment de ministros do STF.
No fim das contas, o discurso reforça a linha de oposição do senador aos atuais rumos do governo federal, com foco na credibilidade institucional, no debate sobre impostos, segurança e o papel das instituições. O tom é de quem aposta na leitura de um momento de inflexão para o país, conectando o dia a dia do brasileiro comum a uma discussão mais ampla sobre o futuro da democracia e da economia.
- Críticas diretas a Macron e à agenda ambiental da França
- Propostas para resgate de instituições brasileiras em 2026
- Debate sobre crise moral, impostos e segurança pública
- Contexto político envolvendo a prisão do pai e a relação com a oposição