Fifa convoca reunião de crise para Copa após ataque EUA ao Irã

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Fifa realiza reunião de crise para avaliar Copa do Mundo após ataques dos EUA ao Irã, aponta imprensa

Já classificado para o Mundial, iranianos vão jogar pela fase de grupos nas cidades americanas de Los Angeles e Seattle

Neste sábado, diretores da Fifa acionaram uma reunião de crise para entender quais impactos podem surgir para a Copa do Mundo, em meio aos ataques militares envolvendo os Estados Unidos e Israel ao Irã. A pauta foi apresentada pelos veículos britânicos como tema de avaliação, com a certeza de que o tema exigia cautela e acompanhamento próximo.

Os encontros ocorreram logo após a assembleia geral da IFAB, o órgão responsável pela regulamentação das regras do futebol, que discute mudanças que serão incorporadas a partir do próximo Mundial. No dia a dia, o objetivo é mapear desdobramentos que possam afetar a organização, os times e a segurança de todos envolvidos.

“Tivemos uma reunião hoje e ainda é prematuro detalhar, mas vamos acompanhar os desenvolvimentos ao redor do mundo”, comentou o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafström. “Continuaremos a manter a comunicação com os três governos anfitriões, como fazemos em qualquer situação. A prioridade é a segurança de todos”, acrescentou.

Além disso, a atuação recente também levou algumas vozes do mundo do futebol a questionarem, de forma reservada, a decisão de criar o Prêmio da Paz da FIFA, que acabou sendo entregue ao presidente público Donald Trump em dezembro.

A cerimônia de entrega ocorreu em meio a uma escalada de tensões entre EUA e Venezuela, quando Washington já avaliava uma operação militar que eventualismente não se confirmou. O líder Nicolás Maduro foi capturado e transferido para Nova York para enfrentar acusações de narcotráfico, uma caracterização que adiciona um contorno polêmico ao gesto da entidade.

A premiação destinada a reconhecer figuras que, em tese, contribuiriam para a paz, associada a um chefe de Estado com histórico de ações militares, pode gerar críticas e levantar dúvidas sobre a neutralidade da instituição esportiva no tabuleiro internacional.

Questionada pelo Estadão após os ataques ao Irã, a FIFA ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto. Enquanto isso, os EUA, juntamente com México e Canadá, serão os anfitriões do torneio a partir de 11 de junho. O Irã, já classificado, terá seus jogos da fase de grupos marcados em solo americano, com partidas em Los Angeles e Seattle. Na prática, é difícil medir como as autoridades, atletas e federações vão reagir, mas, até o momento, não houve anúncios oficiais de boicotes ou sanções esportivas em resposta ao conflito.

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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