Federação iraniana rebate EUA na Copa: só anfitrião pode ser excluído

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Federação do Irã rebate EUA sobre Copa: ‘O único país que poderia ser excluído é o que ostenta o título de anfitrião’

A Federação de Futebol do Irã se pronunciou nesta quinta-feira, 12, sobre a participação do país na próxima Copa do Mundo e respondeu aos questionamentos sobre uma possível exclusão dos Estados Unidos.

Nesta quinta-feira, 12, a Federação de Futebol do Irã divulgou uma manifestação oficial sobre a participação da equipe na próxima edição da Copa do Mundo, em meio a debates sobre se os EUA poderiam ficar de fora do torneio. O texto reforça que nenhum país deve ser automaticamente eliminado, e que, em uma leitura prática, a única avaliação que poderia justificar exclusão seria aquela voltada apenas ao país anfitrião, desde que haja risco para a segurança.

Em seu posicionamento, a entidade deixou claro que manter a presença da seleção Iraniana é prioridade e que a exclusão de qualquer país não deveria se sustentar em critérios puramente políticos. Além disso, o comunicado sublinhou que a FIFA é a autoridade reguladora da Copa do Mundo — não um indivíduo ou país — e lembrou que o Irã foi entre as primeiras seleções a confirmar vaga no Mundial, destacando a trajetória de conquistas que sustentam a seu favor a participação no torneio.

Mais cedo, o assunto ganhou ainda mais repercussão quando o ex-presidente Donald Trump comentou a questão, ironizando o debate sobre a participação iraniana. Ele afirmou que a seleção é bem-vinda, mas, na prática, não parece adequado que esteja na competição, citando preocupações com a segurança e com a vida dos participantes.

Do lado iraniano, o ministro dos Esportes, Ahmad Doyanmali, foi citado como apontando as dificuldades reais para a participação do país, destacando condições que, segundo ele, não estariam presentes. Em tom crítico, ele comentou que certas circunstâncias políticas e de governança tornam inviável a participação da delegação iraniana na Copa.

O desfecho do pronunciamento é solidificado pela lembrança de que a Copa do Mundo é um evento histórico e internacional regulado pela FIFA, e que a posição da Federação reforça a ideia de que o mérito esportivo e a segurança devem prevalecer. Em meio a esse fluxo, o Irã ressalta que já teve papel decisivo na qualificação para o Mundial, o que intensifica o debate sobre o equilíbrio entre prerrogativas esportivas e questões de segurança global.

No fim das contas, a discussão ajuda a refletir sobre como grandes torneios internacionais lidam com tensões políticas sem perder o foco no esporte e na experiência dos fãs, que acompanham de perto cada etapa do processo de formação de equipes para o grande evento.

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Jornalista

Renata Oliveira

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