Exames de Bolsonaro preocupam, mas não há indicação de cirurgia, diz Flávio
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De acordo com o senador Flávio Bolsonaro (PL), não há risco de morte neste momento, mesmo diante da gravidade apontada na internação do ex-presidente no hospital DF Star. Flávio afirmou que, entre todas as internações ocorridas desde a prisão, esta foi a pior fase da saúde dele e que ele permanece sob monitoramento médico.
Conforme explicou o filho, Bolsonaro passou por uma bateria de exames que incluiu tomografia, raio-X e análises de sangue e urina, além de um teste de equilíbrio. Embora os resultados tenham sido descritos como preocupantes, não foi indicada a necessidade de uma nova cirurgia. Também não há previsão de alta nem de quanto tempo o ex-presidente deverá permanecer internado. A equipe médica informou que o pulmão apresentava grande acúmulo de líquido, atribuído à broncoaspiração — entrada acidental de alimentos, líquidos ou vômito na traqueia ou pulmões. No momento, Bolsonaro recebe antibióticos fortes, o que teria provocado queda de equilíbrio em alguns momentos.
No que diz respeito à intervenção cirúrgica, o médico não indicou nenhum procedimento adicional. O ex-presidente segue internado na UTI, sob antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo. Além disso, o deputado reafirmou a defesa pela concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias.
Em relação à situação da pena, Bolsonaro cumpre sua obrigação no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, por tentativa de golpe de Estado. Ele já carrega complicações de saúde desde 2018, quando foi alvo de uma facada e passou por uma sequência de cirurgias desde então.
No que diz respeito à visita de um assessor do governo dos Estados Unidos, Darren Beattie, Flávio comentou a decisão que bloqueou o encontro, ainda que autorizado anteriormente. A decisão do STF, após o Ministério das Relações Exteriores afirmar que a reunião poderia configurar ingerência nos assuntos internos do Brasil, levou à suspensão. Segundo Flávio, não há problema algum nesse visitante conversar com o presidente ou com outras autoridades. Beattie é conhecido por críticas ao governo de Lula e pela proximidade com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, réu em ação penal no STF. Eduardo reside nos EUA desde o início de 2025 e, segundo a Justiça, não tem respondido às tentativas de comunicação no âmbito da ação em curso.
No dia a dia, os leitores acompanham com interesse os desdobramentos desse caso, que envolve saúde, política e relações internacionais. E você, o que observa como impacto direto para a vida pública e para o debate nacional?