Major aposentado da PM é preso suspeito de agredir e tentar estrangular a companheira
Vítima se trancou no quarto com filha menor de idade após agressões; suspeito apresentava sinais de embriaguez e foi encaminhado para presídio militar
Um major aposentado da Polícia Militar foi detido na noite de sábado, 28, sob suspeita de ter agredido e tentado estrangular a companheira dentro da residência em que conviviam, no município de Santo André, região metropolitana de São Paulo.
Segundo a assessoria de imprensa da PM, os policiais foram acionados por volta das 20h40 para atender a uma ocorrência de violência doméstica no bairro Vila Scarpelli. Ao chegar ao local, as equipes encontraram a vítima, 42 anos, trancada em um quarto com a filha adolescente.
A mulher relatou ter sido agredida pelo companheiro, com mordida no rosto e tentativa de estrangulamento. O major, de 54 anos, apresentava sinais de embriaguez e foi detido no imóvel, sendo encaminhado ao 2º DP de Santo André e, posteriormente, ao Presídio Militar Romão Gomes.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a ocorrência foi registrada como violência doméstica, com as condutas de lesão corporal, injúria, ameaça e desacato. Não foram encontrados armas ou objetos ilícitos na residência, conforme apuração inicial da PM.
A vítima foi conduzida ao Instituto Médico Legal para exames periciais, e o nome do major não foi divulgado. Além disso, foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso, somando-se ao inquérito aberto pela Polícia Civil.
Outro caso mencionado no material envolve o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, suspeito de matar a esposa, a policial Gisele Alves Santana, no apartamento em que viviam no Brás, centro de São Paulo. A morte ocorreu no dia 18 de fevereiro, mas a prisão aconteceu apenas em 18 de março.
Gisele foi encontrada com tiro na cabeça; Neto nega o crime e sustenta que a esposa se suicidou. Contudo, investigações indicam violência prévia no relacionamento e manipulação da cena. Entre as evidências estão marcas de unhas no pescoço e no rosto da vítima, manchas de sangue no banheiro, na bermuda e na toalha de Geraldo, além da disposição do corpo que sugere intervenção externa.
A Polícia Civil também analisou as mensagens trocadas entre o casal, que revelavam brigas constantes, ciúmes e controle por parte de Neto, que, segundo a apuração, exercia forte domínio como principal provedor da casa. A linha investigativa aponta para homicídio e não suicídio, e Neto permanece preso no Presídio Militar Romão Gomes, aguardando julgamento.
No dia a dia, episódios como esses reacendem o debate sobre violência contra a mulher e a importância de denunciar. Enquanto isso, as autoridades reforçam que existem canais de apoio e orientação para quem enfrenta esse tipo de situação. Caso você esteja passando por algo parecido, procure ajuda e ligue 180 para orientação e acolhimento.