EUA planejam instalar base da CIA na Venezuela para manter influência

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EUA planejam estabelecer base da CIA na Venezuela para manter influência, diz emissora

Papel da agência será primordial em meio à transição política e à instabilidade de segurança na nação caribenha, segundo fontes familiarizadas

De acordo com fontes envolvidas no debate, os Estados Unidos estariam avaliando a criação de uma base permanente da CIA na Venezuela, com o objetivo de manter influência estratégica após a queda de Nicolás Maduro. A iniciativa seria conduzida de forma discreta pela própria CIA, em parceria com o Departamento de Estado, visando reabrir canais diplomáticos, fortalecer a segurança local e ampliar o acesso a informações sobre adversários na região.

Na prática, a ideia é retomar contato com moradores e com facções do governo venezuelano, além de fornecer inteligência para orientar as decisões norte-americanas. Segundo relatos de pessoas envolvidas no planejamento, a presença da CIA poderia ampliar a leitura de cenários políticos, mantendo Washington como peça-chave mesmo que o canal diplomático tradicional passe por mudanças.

O papel da agência seria considerado central em meio à transição política e à instabilidade de segurança no país caribenho; uma fonte familiarizada com o processo comentou que “o Estado finca a bandeira, mas a CIA é quem realmente exerce influência”. A ideia é que a agência assuma, de forma significativa, o contato com comunidades e com a segurança local para apoiar decisões que, no dia a dia, afetariam também a vida das pessoas na Venezuela.

Além disso, há detalhes sobre a logística: antes mesmo da reabertura formal da embaixada, uma estrutura de apoio poderia operar a partir de um anexo da CIA, para facilitar acesso a diferentes facções do governo e da oposição. Isso permitiria, segundo as fontes, identificar indivíduos que representem riscos à segurança, assim como ocorreu em cenários internacionais anteriores. Uma das fontes ainda apontou que a CIA poderia dividir com o governo venezuelano informações sensíveis sobre China, Rússia e Irã, cabendo ao DNI decidir o que desclassificar para esse compartilhamento, com os agentes de inteligência conduzindo os briefing.

No histórico recente, já se sabe que agentes da CIA estavam no país antes da queda de Maduro. Em agosto, a agência teria instalado uma pequena equipe para monitorar os movimentos do líder chavista, em preparação para a operação que resultou na captura do ditador. O apoio de aliados como o governo dos Estados Unidos — segundo relatos — também contou com a participação de uma fonte da própria CIA infiltrada no entorno do governo venezuelano. Paralelamente, a ideia de reabrir a presença diplomática ganha força, com a sede de Caracas em foco, ainda que a dinâmica diplomática dependa de avanços institucionais.

Enquanto isso, o Departamento de Estado avança com medidas para retomar a relação diplomática, e a disposição de utilizar o anexo da CIA seria uma estratégia de curto prazo para criar vias de ligação entre as partes, além de manter uma linha de inteligência cruzada que não depende apenas de Washington, mas também das equipes locais. No fim das contas, a medida levanta perguntas sobre o que isso mudaria na prática para a vida cotidiana das venezuelanas e venezuelanos, bem como para a dinâmica regional envolvendo potências como China, Rússia e Irã.

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Jornalista

Sarah Martins

Jornalista especializada em lifestyle e decoração. Responsável por criar guias, tutoriais e reviews que realmente ajudam nas escolhas.

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