Escândalo no futebol turco: operação prende mais 29 suspeitos
Investigação sobre apostas ilegais avança, envolve jogadores, dirigentes e ex-executivo do Galatasaray, e amplia crise no esporte do país
Na manhã desta sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, uma nova etapa da apuração sobre apostas ilegais no futebol da Turquia revelou mais 29 suspeitos, ampliando um escândalo que já abala o esporte local. Entre os alvos, destaca-se Erden Timur, ex-executivo do Galatasaray, um dos clubes históricos do país. A ofensiva reforça a pressão sobre o universo do futebol turco e levanta questionamentos sobre a governança do esporte.
Segundo informações divulgadas pela emissora NTV e confirmadas por comunicado do Ministério Público turco, 24 dos 29 investigados tiveram a prisão efetivada, incluindo o ex-dirigente do Galatasaray. A operação indica uma atuação articulada entre autoridades e promotores para romper redes de apostas que envolvem diferentes elos do futebol profissional.
Ainda sobre o andamento da operação, quarta suspeitos ainda estavam sendo procurados, enquanto um deles já se encontrava detido antes da nova ofensiva policial. No momento, não houve manifestações oficiais de Erden Timur nem do Galatasaray sobre o caso, mantendo o cenário de silêncio enquanto as investigações avançam.
A apuração, de fato, aponta para ligações diretas de parte dos investigados com o futebol profissional. A imprensa local aponta que 14 dos suspeitos são jogadores atuando em ligas da Turquia, embora seus nomes não tenham sido tornados públicos. Além disso, seis pessoas estariam envolvidas em apostas relacionadas a uma partida da Super Lig entre Kasimpasa e Samsunspor, disputada em outubro de 2024. No dia a dia, esse tipo de vínculo acende um sinal de alerta sobre integridade em jogos relevantes do calendário.
O avanço ocorre em meio a um cenário já sensível para o esporte turco. No mês passado, a Federação Turca de Futebol anunciou a suspensão de 149 árbitros e assistentes por envolvimento em esquemas de apostas. Na mesma linha de apuração, 1.024 jogadores foram suspensos de todas as competições, além de enfrentarem punições disciplinares. E não parou por aí: oito pessoas foram presas, entre elas o presidente de um clube da primeira divisão, elevando o tom da crise.
Ainda no começo deste mês, promotores haviam ordenado a detenção de 46 pessoas, incluindo atletas, presidentes de clubes, comentaristas esportivos e um árbitro, sob suspeita de participação em apostas com base no uso de informações privilegiadas. Posteriormente, um tribunal decretou a prisão preventiva de 20 desses investigados, entre eles jogadores da Super Lig, que continuam aguardando julgamento. No fim das contas, o caso mantém o público atento aos desdobramentos e ao impacto direto no cotidiano do esporte turco.
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