Embaixador iraniano agradece Brasil e defende manter reação EUA/Israel

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Embaixador do Irã agradece Brasil e defende continuidade de reação contra EUA e Israel

Abdollah Nekounam afirma que posição do governo Lula representa defesa da soberania, da integridade territorial e dos direitos humanos

O embaixador do Irã no Brasil, , agradeceu publicamente a postura do Brasil ao condenar os ataques dos EUA e de Israel contra o território iraniano. Em entrevista na embaixada, ele ressaltou que a manifestação de Brasília vai além de uma crítica pontual: é uma sinalização que reforça soberania, integridade territorial e direitos humanos no cenário internacional.

Segundo Nekounam, a avaliação do governo brasileiro de que houve uma agressão explícita é vista pelo Irã como uma resposta de valor. Ele afirmou que a posição brasileira é valiosa porque reafirma valores humanos, respeito à soberania e independência dos povos. Na prática, o diplomata descreveu a atitude de Brasília como uma defesa firme frente aos ataques.

Na visão dele, o Irã está atuando com base no direito legítimo de defesa e não haverá limites para as respostas caso a ofensiva continue. Ele reiterou ainda que um atentado criminoso — você pode lembrar do bombardeio que resultou na morte de dezenas de meninas — é tomado como justificativa para ações proporcionais, sempre dentro do que o Irã entende como proteção de seu território.

Sobre a reação de Brasília, o Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota expressando grave preocupação com a escalada e condenando os ataques contra o Irã. O comunicado pediu que todas as partes respeitem o direito internacional e atuem com máxima contenção para evitar danos a civis. No âmbito diplomático, o presidente Lula manteve contatos com o assessor especial Celso Amorim para avaliar iniciativas que o Brasil poderia tomar, inclusive a atuação do Itamaraty na tentativa de arrefecer a crise.

Entre os desdobramentos, Nekounam informou que as negociações para retomar o acordo nuclear foram interrompidas diante da escalada militar. Ele acusou Washington de usar as conversas como uma farsa e de buscar mudanças no regime iraniano. O embaixador ainda ressaltou que o Irã já havia respondido aos questionamentos da Agência Internacional de Energia Atômica antes do início dos ataques, destacando o fechamento do Estreito de Ormuz como fato ligado à decisão norte-americana e israelense de intensificar os bombardeios.

Para Teerã, a continuidade do conflito explica a resposta de força: o Irã lançou mísseis e drones contra alvos israelenses e bases norte-americanas, ampliando o confronto e elevando a preocupação internacional com as implicações econômicas e geopolíticas da crise. A escalada começou justamente com os ataques a alvos estratégicos no Irã, e o efeito dominó levou a uma tensão que reverbera no mercado global de energia e na estabilidade regional.

Em resumo, a linha traçada pelo emissário iraniano é de firme defesa da soberania e do direito de defesa, ao mesmo tempo em que aponta para um caminho diplomático ainda em construção, com a esperança de reduzir a tensão sem ceder terreno em questões centrais para o Irã e seus aliados. E você, leitor, consegue acompanhar as nuances dessa crise que se desenrola longe dos olhos do cotidiano, mas que impacta direta ou indiretamente a vida de quem consome energia, políticas externas e segurança global?

  • Condenação dos ataques por parte de países ocidentais e defesa da soberania iraniana
  • Defesa do direito legítimo de defesa diante da escalada
  • Suspensão das negociações nucleares e críticas às conversas com a ONU
  • Risco de crise regional com o trânsito no Estreito de Ormuz e impactos no abastecimento global

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Jornalista

Fernanda Costa

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