Eleições: Lula diz que já tem candidato aos governos de SP e MG, mas que ‘eles podem não querer ser’
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em entrevista ao SBT News que pretende uma campanha civilizada, em tom elevado e com debate democrático para a disputa ao Palácio do Planalto em 2026. Ele disse ainda que já tem nomes para governar São Paulo e Minas Gerais, além de candidatos ao Senado nesses estados.
“Espero uma campanha civilizada, num alto nível, com debate democrático, porque é preciso tirar o Brasil do atoleiro em que está. A ideia é que a política volte a ser respeitada, as instituições fortalecidas e a democracia seja a grande vencedora”, declarou Lula.
Na prática, ele comentou que já pode apontar candidatos a governador de SP e a senador em SP, além de ter nomes também para Minas Gerais. Contudo, segundo o presidente, ainda é cedo para confirmar a lista definitiva, e os escolhidos precisam aceitar participar da mobilização. Um caso emblemático citado é o do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que resiste a liderar a chapa de MG apoiada pela aliança da esquerda.
Entre os nomes que costumam aparecer como opções para Lula em SP estão o ex-vice Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), a ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB) e o ministro do Empreendedorismo da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Mário França (PSB). No entanto, ele deixa claro que não pode apontar o adversário favorito e que está pronto para enfrentar de uma só vez os cotados pela direita.
“Estou preparado para disputar com todos eles de uma vez só. Tenho novidades para o povo, uma prestação de contas que poucos presidentes conseguem apresentar”, ressaltou o presidente, acrescentando que mostrará “a fotografia real” das coisas que encontrou no país e das ações que o governo promoveu.
No fim das contas, Lula mantém a confiança de que a reeleição é a única certeza que possui e que as articulações ainda vão render frutos. Esse movimento de bastidores, claro, interessa a quem acompanha o dia a dia da política e se pergunta: o que isso muda na prática para as eleições de 2026?